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União Europeia penaliza empresas da China e do Irã após ataques hackers

Empresas iranianas e chinesas tiveram restrições implementadas pela União Europeia após ataques em serviços virtuais do grupo

Ataques virtuais: UE restringe acessos a empresas acusadas de hackearem serviços  (Yuliya Taba/Getty Images)

Ataques virtuais: UE restringe acessos a empresas acusadas de hackearem serviços (Yuliya Taba/Getty Images)

Maria Eduarda Cury
Maria Eduarda Cury

Colaboradora

Publicado em 17 de março de 2026 às 11h45.

A União Europeia direcionou, na segunda-feira, 16, restrições para grupos de hackers após ataques feitos contra a revista francesa Charlie Hebdo. As movimentações focam em proibições de relações comerciais com a empresa Emennet Pasagard, do Irã, acusada de roubar dados particulares de assinantes da revista e posteriormente os compartilhou na internet.

Ativos da companhia iraniana também foram congelados. A nota compartilhada pelo site oficial do Conselho Europeu diz que mais de 65 mil aparelhos tiveram a segurança comprometida entre 2022 e 2023 e atribui parte dos ocorridos à Emennet Pasagard, também acusada de compartilhar notícias falsas durante os Jogos Olímpicos de Verão de 2024 e invadir os serviços de uma linha sueca de SMS. 

Ações similares foram feitas contra as chinesas Integrity Technology Group e Anxun Information Technology após as empresas serem acusadas de tentar burlar proteções da UE para conseguir informações particulares que seriam comercializadas. Os ciberataques orquestrados foram considerados parte das atividades econômicas das empresas restritas.

"A decisão de hoje confirma a vontade da UE e dos seus Estados-Membros de dar uma resposta firme e sustentada às atividades cibernéticas maliciosas persistentes que visam a UE, os seus Estados-Membros e os seus parceiros. A UE e os seus Estados-Membros continuarão a cooperar com os nossos parceiros internacionais para promover um ciberespaço aberto, livre, estável e seguro", comentou o Conselho em nota.

Big Techs se unem para evitar hackers

Prevenções a ataques digitais ocupam espaço relevante nos debates entre empresas de tecnologia e instituições governamentais. Nesta semana, as gigantes Google, OpenAI, Amazon, Meta e outras assinaram um acordo coletivo que visa a colaboração com informações confidenciais para auxiliar no combate a ataques virtuais. Conforme uma reportagem da Axios, as empresas apresentaram um rascunho do texto do acordo Online Servies Accord Against Scams, que pretende "impulsionar uma resposta unificada da indústria, juntamente com governos, autoridades, policiais, ONGs e outros que trabalham para combater fraudes e golpes".

Nathaniel Gleicher, diretor global de políticas de segurança para a Meta, disse à Axios que as companhias já estavam conversando em si para evitar golpistas no dia a dia; agora, a diferença é que as conversas acontecerão em um canal específico voltado para a comunicação entre companhias e parceiros.

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