Ciência

Cachorros entendem o que você diz

Pesquisas antigas já haviam provado que os cães processam os sons de outros cachorros nos dois lados do cérebro


	Cachorro: cientistas avaliaram a reação de cães enquanto ouviam diferentes tipos de discursos
 (Getty Images)

Cachorro: cientistas avaliaram a reação de cães enquanto ouviam diferentes tipos de discursos (Getty Images)

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Da Redação

Publicado em 29 de dezembro de 2014 às 15h54.

São Paulo - Pode desabafar à vontade. Seu cachorro vai conseguir entender toda sua fúria, desespero e até os gritos de felicidade.

É o que garantem cientistas da Universidade de Sussex, na Inglaterra.

Pesquisas antigas já haviam provado que os cães processam os sons de outros cachorros nos dois lados do cérebro.

Os ingleses queriam, então, saber se o mesmo acontece quando esses animais escutam vozes humanas – desconhecidas ou não.

Para isso, colocaram fones de ouvido nos cães e avaliaram a reação deles enquanto ouviam diferentes tipos de discursos.

“Os sons que entram em cada orelha vão, principalmente, para o hemisfério oposto do cérebro”, explica Victoria Ratcliffe, uma dos autoras da pesquisa.

“Se um hemisfério é mais especializado em processar certas informações nos sons, então aquelas informações serão percebidas como se viessem da orelha oposta”, conclui.

Portanto, se o cachorro se virasse para a esquerda, após ouvir a fala, isso provaria que o som pareceria ter vindo da esquerda (os dois fones estavam exatamente com o mesmo volume).

E isso seria um sinal de que a tal informação é processada no lado oposto, no hemisfério direito.

Os cachorros apresentaram alguns padrões. Sempre se viravam para a direita quando escutavam uma voz familiar, com frases bem conhecidas (do tipo, “quieto” ou “deita”).

Em outros casos, pareciam decodificar o som no lado direito, virando o corpo sempre para o lado contrário ao escutar o som.

Bem, isso tudo serviu para provar que o processo de compreensão da fala nos cães é bem parecido com o nosso – dividido em dois hemisférios.

E, segundo Ratcliffe, os resultados apoiam a ideia de que nossos cachorros estão prestando atenção “não apenas em quem somos e como dizemos as coisas, mas também no que estamos falando”. Óun, tão fofos!

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