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Brasil não tem dados para explorar gás de xisto

Segundo estudo, país não possui estudos geológicos suficientes que permitam a exploração segura de gás não convencional

xisto (Getty Images)

xisto (Getty Images)

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Da Redação

Publicado em 27 de novembro de 2013 às 06h43.

O Brasil não possui estudos geológicos suficientes que permitam a exploração segura de gás não convencional, de acordo parecer técnico elaborado por entidades do governo federal ligadas ao meio ambiente, que sugere uma discussão mais ampla antes do país explorar essa alternativa energética.

O documento afirma que a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) não apresentou estudos demonstrando segurança de exploração nas áreas que pretende ofertar na 12a Rodada de licitações.

"Observa-se a ausência de estudos ambientais preliminares e mesmo de conhecimento de importantes características geológicas para as áreas ofertadas pela ANP ..." alerta o Grupo de Trabalho Interinstitucional de Atividades de Exploração e Produção (GTPEG), formado por membros do Ibama, Ministério do Meio Ambiente e ICMBio, órgão que trata das reservas ambientais brasileiras.

"... com isso não é possível neste momento uma avaliação segura e um planejamento para a execução destas atividades", avalia o parecer técnico de 61 páginas concluído em outubro e enviado à ANP.

A 12ª Rodada, marcada para quinta e sexta-feira, estreia a possibilidade de exploração de gás não convencional, que inclui o gás de xisto.

Os técnicos afirmam que a geologia de diversas bacias ainda é pouco conhecida mesmo para a exploração de gás convencional, não havendo, por exemplo, segurança em relação ao isolamento ou à conectividade de importantes camadas sedimentares.

A exploração do gás não convencional prevê a técnica do fraturamento hidráulico, com explosões de rochas e uso de muita água.

A atividade, banida em vários países europeus e mesmo em áreas de países produtores, como o Estado de Nova York, nos Estados Unidos, e Quebec, no Canadá, é alvo de preocupação no que diz respeito à contaminação de aquíferos e potencial indutor de movimentos sísmicos.

"Entende-se que é necessária uma discussão clara e abrangente por parte dos diversos segmentos da sociedade com relação a esta tecnologia", conclui o relatório.

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