Tecnologia

Motorola Razr Maxx

Avaliação do editor Airton Lopes / Para donos de smartphones, o encanto por configurações de última geração, câmera poderosa e design primoroso só não é maior que o desejo pela maior autonomia de bateria possível. Neste quesito, o Razr Maxx não tem competidores. Graças a uma bateria de 3.300 mAh (miliampére-hora), o modelo suportou 17 horas […]

DR

Da Redação

Publicado em 20 de agosto de 2012 às 03h47.

logo-infolab

Avaliação do editor Airton Lopes / Para donos de smartphones, o encanto por configurações de última geração, câmera poderosa e design primoroso só não é maior que o desejo pela maior autonomia de bateria possível. Neste quesito, o Razr Maxx não tem competidores. Graças a uma bateria de 3.300 mAh (miliampére-hora), o modelo suportou 17 horas e 47 minutos ligado em chamada de voz nos teste do INFOlab. Nos smartphones de topo de linha mais modernos, que usam baterias de 2.100 mAh, a autonomia não chega à metade disso. O fôlego para executar de forma suave e com respostas instantâneas tarefas que exigem mais trabalho do processador de dois núcleos e da tela também é grande. Não dá para dizer que o corpo do Razr Maxx ficou excessivamente gordo para acomodar a bateria maior. Porém, a beleza não é um de seus outros destaques, como a câmera de 8 MP. O modelo tem saída microHDMI, vem com o cabo para a conexão com a TV e exibe uma interface bem sacada para o uso do smartphone na telona.

Avaliação de Giovana Penatti / A linha Razr da Motorola, lançada em 2004, representa um marco na telefonia celular pelo design superfino, inovador para a época. Oito anos depois, a Motorola relançou a Razr, adaptada para a tecnologia atual, com um smartphone top de linha. Com o Razr Maxx, a empresa tem mais um acerto ao detonar um grande inimigo dos donos de smartphones: a bateria.

Com 3.300 mAh (os concorrentes têm 2.100 mAh), o aparelho atingiu incríveis 17 horas e 47 minutos de duração em chamada, com Bluetooth e Wi-Fi ativados. Outro teste foi feito usando vários recursos para simular uma situação de uso cotidiano e envolveu reprodução de filmes, navegação na internet e uso do GPS. A bateria aguentou menos, mas, ainda assim, mais que outros smartphones: 10 horas e 17 minutos. Esse é o diferencial do Razr Maxx: permitir sair de casa cedo e voltar à noite com ainda algumas horas de bateria, sem precisar economizar no uso.

Mas o hardware também não faz feio. O processador Dual Core ARMv7 Cortex A9 é suficiente para que ele não engasgue ao executar tarefas com o Android 4.0 (Ice Cream Sandwich) sem dever nada em relação aos quad core. Além dele, uma GPU PowerVR SGX 540 dá força na parte gráfica e a memória RAM é de 1024 MB, o padrão para esse tipo de smartphone. De armazenamento, são 16 GB. É possível expandir com cartão microSD, mas não deve ser necessário.

O visual, no geral, repete os acertos do Razr. O Maxx também não é muito bonito, mas a resistência é impressionante, pois ele é feito com fibra de Kevlar (mesmo material usado em coletes à prova de balas). A depressão na parte traseira do Razr sumiu para acomodar a bateria grande, mas isso não confere nenhum problema de ergonomia nem uma grande diferença na espessura, que agora é de 1,07 centímetros. O resto das dimensões se mantêm: 6,9 centímetros de largura e 13 centímetros de altura.

A câmera traseira tem 8 MP e faz vídeos em Full HD. A qualidade das imagens é razoável, mas o foco automático se perde facilmente e há bastante ruído quando o ambiente é iluminado por luzes fluorescentes. Em luz natural, a fidelidade às cores é muito boa. Também há uma câmera secundária, de 1.3 MP, que grava em HD e é boa para chamadas em vídeo.

Na parte superior ficam as portas para P2, microHDMI e microUSB, sem nenhuma proteção. Já os slots de SIM e microSD ficam na lateral esquerda, com uma porta bastante resistente – tanto que é até difícil de abrir. O usuário não tem acesso à bateria.

A porta microHDMI permite usar celular pela tela da TV. São quatro interfaces possíveis: Webtop, Minha Galeria, Minha Música e Espelho da Tela.

A Webtop transforma o smartphone em um tipo de touchpad, com botões direito e esquerdo do cursor, scroll por gesto com dois dedos e de um botão para abrir um teclado virtual. É boa para navegação na internet.

Minha Galeria e Minha Música abrem os respectivos aplicativos de exibição de fotos e vídeos e de reprodução de músicas. O suporte a formatos é o mesmo dos players no celular (áudio: M4A, WAV, FLAC, WMA, OGG, MP3, AMR, MIDI, AAC; vídeo: AVI, MP4, MKV; codecs: H.263, H.264, DivX, Xvid) e, assim como no gadget, não carrega legendas no formato srt. Na interface "Espelho da Tela", a tela do smartphone é clonada para a televisão.

O Razr Maxx também vem com vários aplicativos úteis para o dia a dia. Um deles é o QuickOffice, que lê, edita e cria arquivos do Office e é compatível com as versões de 1997 a 2010. O SmartActions programa funções a partir de outras. Por exemplo, uma das funções pré-programadas é para motoristas: se o Bluetooth estiver pareado a um dispositivo, como o som do carro, o celular irá ligar GPS, ajustar o volume para 80%, ativar uma resposta automática para ligações e mensagens e anunciar o remetente da chamada pelo sistema de voz do telefone. Também há um comando de voz relativamente confiável e serviços específicos da Motorola, como MotoActv (que sincroniza com o relógio MotoActv) e o Motocast (serviço de armazenamento online).

A tela de 4,3” Gorila Glass não tem uma resolução máxima tão boa: 540 x 960, enquanto os concorrentes apresentam 720 x 1280. No entanto, a tecnologia SuperAMOLED garante uma boa densidade de pixels, o que resulta numa qualidade de imagem muito boa, que não fica devendo a outros smartphones similares.

O teclado é virtual e vem com Swype (escrita por gestos) como padrão. Algumas teclas vêm com muitos caracteres (por exemplo, a tecla H também é a mesma para ], ) e ±), mas isso pode ser alterado nas configurações.

Ficha técnica

SOAndroid 4.0.4 (ICS)
ProcessadorARMv7 Cortex A9 Dual Core - 1,2 GHz
TelaTela Super AMOLED de 4,3
Resolução540 x 960
Dimensões6,9 x 13,1 x 1,07 cm
Peso145 g
Bateria17h47min

Avaliação técnica

PrósDuração de bateria; construção sólida; boa configuração
ContrasMaior que os concorrentes de 4,3";
ConclusãoAparelho versátil e resistente;
Configuração8,8
Usabilidade8,9
Diversão8,6
Bateria9,7
Design8,5
Média8.6
PreçoR$ 1499
Acompanhe tudo sobre:SmartphonesMotorola

Mais de Tecnologia

Golpistas miram modelos antigos de iPhone para roubo de dados

Pesquisa diz que clientes da América Latina estão cada vez mais impacientes com pagamentos online

SoftBank pedirá empréstimo de US$ 40 bilhões para investir na OpenAI

Project Helix, codinome para futuros consoles Xbox, também rodará jogos de PC