Contas essenciais, financiamentos e débitos com juros elevados exigem estratégias diferentes para sair do vermelho (Joédson Alves/Agência Brasil)
Publicado em 7 de março de 2026 às 07h45.
Quando as dívidas se acumulam, saber priorizar as contas que precisam ser pagas antes pode evitar custos extras com juros, apreensão de bens e interrupção de serviços essenciais.
Os especialistas da Serasa recomendam que os endividados comecem os pagamentos pelas contas básicas, como de água, luz, gás e aluguel.
A segunda prioridade devem ser as dívidas com juros altos.
Contas que garantem moradia e condições básicas de vida devem estar no topo da lista. Atrasos podem resultar em corte de serviços ou despejo, dependendo do contrato e do tempo de inadimplência.
Manter água, energia, gás e aluguel em dia evita impactos imediatos no cotidiano. Além disso, essas dívidas costumam ter alternativas de negociação direta com concessionárias e proprietários.
Financiamentos imobiliários e de veículos envolvem garantia real. Em caso de inadimplência prolongada, o banco pode retomar o bem, conforme regras previstas em contrato.
Caso assine um acordo para regularizar a dívida, é preciso pagar nos prazos estipulados até o fim para evitar a retomada da cobrança.
Modalidades de crédito rotativo costumam ter taxas significativamente superiores às de empréstimos pessoais ou consignados.
O ideal é que, quando possível, os endividados substituam as dívidas por linhas com juros menores que reduzam o custo total e facilitem o pagamento.
O método avalanche consiste em priorizar o pagamento das dívidas com maior taxa de juros, mantendo os pagamentos mínimos das demais.
Essa estratégia reduz o montante total pago ao longo do tempo, pois limita o crescimento dos encargos. É indicada para quem consegue manter disciplina financeira e foco no longo prazo.
No método bola de neve, o devedor quita primeiro as dívidas de menor valor, independentemente dos juros.
A lógica é psicológica: eliminar compromissos menores gera sensação de progresso, o que pode aumentar a motivação para seguir com o plano de quitação.
Quando a renda não é suficiente para cobrir os compromissos mínimos, a recomendação é buscar renegociação imediata com credores.
Organizar um orçamento detalhado e cortar despesas não essenciais também faz parte do processo de reequilíbrio.
A portabilidade permite transferir uma dívida para outra instituição que ofereça juros menores. O direito está previsto em lei e pode ser aplicado a diferentes modalidades de crédito.
Ao comparar propostas, é importante avaliar o Custo Efetivo Total (CET), que inclui juros, taxas e seguros.
Priorizar dívidas de forma estratégica reduz o impacto financeiro e acelera o caminho para sair do vermelho. Com organização e informação, é possível estruturar um plano mais eficiente para retomar o controle do orçamento.