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Qual dívida pagar primeiro? Um guia prático para priorizar as contas

Organizar as dívidas por prioridade pode reduzir juros, evitar perdas patrimoniais e acelerar a recuperação financeira

Contas essenciais, financiamentos e débitos com juros elevados exigem estratégias diferentes para sair do vermelho (Joédson Alves/Agência Brasil)

Contas essenciais, financiamentos e débitos com juros elevados exigem estratégias diferentes para sair do vermelho (Joédson Alves/Agência Brasil)

Publicado em 7 de março de 2026 às 07h45.

Quando as dívidas se acumulam, saber priorizar as contas que precisam ser pagas antes pode evitar custos extras com juros, apreensão de bens e interrupção de serviços essenciais. 

Os especialistas da Serasa recomendam que os endividados comecem os pagamentos pelas contas básicas, como de água, luz, gás e aluguel. 

A segunda prioridade devem ser as dívidas com juros altos. 

6 dívidas que devem ser prioridade

  1. Contas básicas: aluguel, água, luz, gás e conta de internet;
  2. Dívidas com juros altos: parcelamentos no cartão de crédito e pagamento do débito no cheque especial; 
  3. Cobranças relacionadas ao patrimônio: parcelamento do carro e financiamento de imóveis;
  4. Dívidas protestadas: qualquer conta que a empresa tenha encaminhado a cobrança para o cartório, pois a inadimplência pode causar restrições;
  5. Dívidas judiciais: semelhante ao caso acima, neste caso a ausência de pagamento pode acarretar o recolhimento de bens e bloqueio da conta bancária;
  6. Contas menores: carnês, parcelamentos de cartões de lojas e mercados e gastos com dívidas não essenciais.

Prioridade nº 1: contas básicas

Contas que garantem moradia e condições básicas de vida devem estar no topo da lista. Atrasos podem resultar em corte de serviços ou despejo, dependendo do contrato e do tempo de inadimplência.

Manter água, energia, gás e aluguel em dia evita impactos imediatos no cotidiano. Além disso, essas dívidas costumam ter alternativas de negociação direta com concessionárias e proprietários.

Financiamentos com bens de garantia: quando você pode perder a casa ou o carro

Financiamentos imobiliários e de veículos envolvem garantia real. Em caso de inadimplência prolongada, o banco pode retomar o bem, conforme regras previstas em contrato.

Caso assine um acordo para regularizar a dívida, é preciso pagar nos prazos estipulados até o fim para evitar a retomada da cobrança.

Dívidas com juros altos: cartão de crédito x cheque especial

Modalidades de crédito rotativo costumam ter taxas significativamente superiores às de empréstimos pessoais ou consignados. 

O ideal é que, quando possível, os endividados substituam as dívidas por linhas com juros menores que reduzam o custo total e facilitem o pagamento.

Método avalanche: focar nas dívidas com maiores juros

O método avalanche consiste em priorizar o pagamento das dívidas com maior taxa de juros, mantendo os pagamentos mínimos das demais.

Essa estratégia reduz o montante total pago ao longo do tempo, pois limita o crescimento dos encargos. É indicada para quem consegue manter disciplina financeira e foco no longo prazo.

Método bola de neve: começar pelas dívidas menores

No método bola de neve, o devedor quita primeiro as dívidas de menor valor, independentemente dos juros.

A lógica é psicológica: eliminar compromissos menores gera sensação de progresso, o que pode aumentar a motivação para seguir com o plano de quitação.

O que fazer quando não dá para pagar nenhuma dívida

Quando a renda não é suficiente para cobrir os compromissos mínimos, a recomendação é buscar renegociação imediata com credores.

Organizar um orçamento detalhado e cortar despesas não essenciais também faz parte do processo de reequilíbrio.

Portabilidade de crédito: como trocar dívida cara por barata

A portabilidade permite transferir uma dívida para outra instituição que ofereça juros menores. O direito está previsto em lei e pode ser aplicado a diferentes modalidades de crédito.

Ao comparar propostas, é importante avaliar o Custo Efetivo Total (CET), que inclui juros, taxas e seguros.

Priorizar dívidas de forma estratégica reduz o impacto financeiro e acelera o caminho para sair do vermelho. Com organização e informação, é possível estruturar um plano mais eficiente para retomar o controle do orçamento.

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