Ciência

Astrônomos captam nova pista sobre evolução estelar

Observatório captou uma nova imagem de um acúmulo estelar na constelação de Carina, que dá pistas sobre a formação e evolução das estrelas

Foto de estrelas tirada do observatório La Silla: foto mostra acúmulo de estrelas NGC 3590 (Getty Images)

Foto de estrelas tirada do observatório La Silla: foto mostra acúmulo de estrelas NGC 3590 (Getty Images)

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Da Redação

Publicado em 21 de maio de 2014 às 09h08.

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Berlim - O Observatório Europeu Austral captou uma nova imagem de um acúmulo estelar na constelação de Carina, a 7.500 anos luz da Terra, que dá pistas sobre a formação e evolução das estrelas, segundo informou nesta quarta-feira este organismo.

Esta nova foto tirada do observatório La Silla, no Chile, mostra o acúmulo de estrelas NGC 3590, que brilha em frente a uma paisagem de manchas escuras de pó e nuvens coloridas de gás brilhante.

O acúmulo fica na constelação de Carina, concretamente no segmento individual maior do braço espiral que pode ser visto da Terra na galáxia.

A espiral de Carina, de cerca de 35 milhões de anos, é formada por dúzias de estrelas vagamente ligadas pela gravidade, embora da Terra se vê como um pedaço de céu densamente povoado de estrelas.

Estes braços espirais são, na realidade, ondas de gás e estrelas amontoadas que varrem o disco galático, desencadeando explosões brilhantes de formação estelar e deixando em sua esteira acúmulos como NGC 3590.

Por isso, além de revelar aos astrônomos pistas sobre como se formam e evoluem estas estrelas, a imagem também dá pistas sobre a estrutura dos braços espirais e as propriedades do disco espiral da Via Láctea.

As estrelas em um acúmulo como NGC 3590 nascem da mesma nuvem de gás e mais ou menos ao mesmo tempo, fazendo destes cúmulos os lugares perfeitos para pôr a toda prova as teorias sobre como as estrelas se formam e evoluem.

Através da observação de estrelas jovens como esta, é possível determinar as distâncias às diferentes partes deste braço espiral, aprendendo mais sobre sua estrutura.

Esta imagem foi obtida pelo instrumento Wide Field Imager, instalado no telescópio MPG/ESO de 2,2 metros em La Silla.

Para consegui-la foram combinadas várias imagens feitas nas partes visível e infravermelha do espectro, utilizando um filtro especial que recolheu apenas a luz que provém do hidrogênio brilhante.

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