Mac Mini: Apple anuncia atualização para produto que ficou dois anos na geladeira (Apple/Divulgação)
Repórter de Inteligência Artificial e Tecnologia
Publicado em 25 de agosto de 2026 às 10h26.
A Apple apresentou nesta terça-feira, 25, o M6, seu primeiro chip fabricado em processo de 2 nanômetros, já embutido no novo Mac mini. Ao mesmo tempo, a empresa lançou o M5 Ultra, descrito como o chip mais poderoso já produzido pela companhia, dentro do novo Mac Studio.
Os dois lançamentos marcam a atualização mais significativa da linha de computadores de mesa da Apple desde a chegada da geração M4, no fim de 2024 — quase dois anos sem renovação de silício no Mac mini.
"Hoje, estamos estreando o próximo grande salto em desempenho e capacidade de computação de IA para o Apple Silicon, com o avançadíssimo M6 e o chip mais poderoso da série M até hoje, o M5 Ultra", disse Sri Santhanam, vice-presidente do Grupo de Engenharia de Silício da Apple.
O M6 traz um complexo de CPU (unidade central de processamento) com 12 núcleos — dois a mais que o M5 —, sendo dois núcleos "super", quatro de performance e seis de eficiência.
Segundo a Apple, o chip entrega o desempenho single-thread mais rápido do mercado e é até 1,2 vez mais rápido em tarefas multithread (processos de um programa de computador divididos em várias "linhas de execução" independentes que rodam ao mesmo tempo, aproveitando múltiplos núcleos do processador (CPU) em paralelo) que o M5, e até 2,4 vezes mais rápido que o M1, primeiro chip da série lançado em 2020.
A unidade de processamento gráfico (GPU, na sigla em inglês)) também ganhou dois núcleos a mais, chegando a 12, agora com um Acelerador Neural em cada núcleo — o que representa um aumento de quase 30% na capacidade de computação de inteligência artificial (IA) em relação ao M5, e mais de oito vezes em relação ao M1.
O M6 também estreia um Neural Engine duplo de 16 núcleos, com até o dobro da capacidade de pico das gerações anteriores, voltado a acelerar tarefas de IA processadas diretamente no aparelho, sem depender da nuvem. O chip suporta até 32 GB de memória unificada e oferece banda de memória de até 170 GB/s, 10% a mais que o M5.
Já o M5 Ultra é voltado a fluxos de trabalho profissionais mais pesados, como renderização 3D complexa, efeitos visuais e modelos de IA de fronteira rodando localmente. O chip usa a tecnologia UltraFusion para conectar dois chips M5 Max — cada um já de arquitetura dupla — formando pela primeira vez uma arquitetura de quatro dies em um processador da série M.
Segundo a Apple, essa conexão entre os quatro dies atinge banda de mais de 4,4 terabytes por segundo (TB/s), com densidade de conexão seis vezes maior, permitindo que os quatro componentes físicos operem como um processador único.
O M5 Ultra tem CPU de até 36 núcleos — 12 núcleos "super" e 24 de performance —, com desempenho single-thread até 1,25 vez maior e multithread até 1,3 vez maior que o M3 Ultra, geração anterior do chip topo de linha da Apple.
A GPU chega a 80 núcleos, todos com Acelerador Neural, entregando até 4,5 vezes mais capacidade de computação de IA que o M3 Ultra e mais de seis vezes que o M1 Ultra.
O chip também suporta até 512 GB de memória unificada, com banda de 1,2 TB/s — 50% a mais que o M3 Ultra —, o suficiente, segundo a Apple, para rodar localmente modelos de linguagem de grande porte (LLMs) com centenas de bilhões de parâmetros.
O anúncio chega a poucos dias de uma mudança simbólica na cúpula da Apple: Tim Cook deixa o cargo de CEO da empresa em 1º de setembro, para se tornar presidente do conselho, com John Ternus assumindo o comando.
O anúncio dos produtos deve ser o último sob a gestão Cook. O lançamento acontecerá na terça-feira, 22 de setembro. Nos Estados Unidos, o modelo M6 tem preço inicial de US$ 899, enquanto o modelo M5 Pro começa em US$ 1.699.