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Apple deve atualizar produto que ficou 'abandonado' por dois anos

Produto conhecido da empresa não recebe atualização de chip desde o fim de 2024; nova versão pode chegar com M5 ou M6, em meio à crise de memória RAM

Apple: empresa deve retomar produto desatualizado (Leandro Fonseca/Exame)

Apple: empresa deve retomar produto desatualizado (Leandro Fonseca/Exame)

Tamires Vitorio
Tamires Vitorio

Repórter de Inteligência Artificial e Tecnologia

Publicado em 25 de agosto de 2026 às 09h21.

Última atualização em 25 de agosto de 2026 às 09h43.

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O Mac Mini é hoje o computador da Apple que ficou mais tempo sem receber uma atualização de processador. A última mudança de chip no aparelho aconteceu no fim de 2024, com a chegada dos modelos M4 e M4 Pro — e, desde então, a linha não passou por nenhuma renovação de silício, mesmo com a Apple já tendo lançado a geração M5 em outros produtos, como o MacBook Pro de 14 polegadas, em outubro do ano passado.

Segundo o jornalista Mark Gurman, da Bloomberg, referência em vazamentos sobre a Apple, a empresa está testando internamente novos modelos do Mac Mini equipados com um chip básico — que pode ser o M5 ou já o M6, segundo relatos mais recentes — e a versão M5 Pro para a configuração intermediária.

A Apple teria decidido não desenvolver as variantes M6 Pro e M6 Max, pulando direto para a próxima geração, batizada de M7, o que ajuda a explicar por que o Mac Mini pode chegar com uma combinação pouco usual de chips de gerações diferentes.

Sem redesenho, mas com upgrades de conectividade

Segundo os rumores, a Apple não deve redesenhar fisicamente o Mac Mini nesta atualização — o gabinete compacto de 5 por 5 polegadas, introduzido com a geração M4, deve continuar o mesmo.

As mudanças esperadas se concentram na parte interna: mais capacidade de memória unificada, suporte a Thunderbolt 5 e um Neural Engine mais potente, voltado a tarefas de inteligência artificial (IA) processadas localmente no aparelho — um uso que cresceu entre quem roda modelos de IA diretamente no computador, sem depender da nuvem.

A crise de memória já mudou o Mac Mini mesmo sem chip novo

Enquanto a atualização de processador não chega, a crise global de memória RAM já forçou mudanças na linha atual.

Em maio deste ano, a Apple descontinuou de forma repentina a configuração de entrada do Mac Mini — a versão com chip M4, 16 GB de memória unificada e 256 GB de armazenamento, vendida por US$ 599 —, tornando o modelo de 512 GB, a US$ 799, a nova porta de entrada da linha. Na prática, isso representa um aumento de 33% no preço mínimo para comprar um Mac Mini.

A pressão também atingiu o Mac Studio, computador de configuração mais robusta da Apple. Aopção de upgrade para 512 GB de memória RAM foi removida do configurador, e o salto de 96 GB para 256 GB de RAM ficou 25% mais caro, passando de US$ 1.600 para US$ 2.000.

Em teleconferência de resultados no início do ano, o CEO Tim Cook reconheceu que os estoques de Mac Mini e Mac Studio levariam meses para se normalizar — atribuindo o problema à disparada na demanda por memória de alta largura de banda (HBM, na sigla em inglês), hoje consumida majoritariamente por servidores de inteligência artificial.

Um possível último lançamento sob Tim Cook

A janela de lançamento também ganhou um simbolismo particular. Cook deixa o cargo de CEO da Apple em 1º de setembro de 2026, para se tornar presidente do conselho da empresa, com John Ternus assumindo o comando.

Caso o novo Mac Mini seja anunciado antes dessa data — como sugerem alguns rumores recentes —, ele pode se tornar oficialmente o último produto revelado sob a gestão de Cook à frente da Apple, encerrando simbolicamente uma era em que o próprio executivo confirmou publicamente o impacto da crise de memória nos preços dos computadores da empresa.

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