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Anonymous assume autoria de ataque a portais do Canadá

O grupo assumiu a autoria do ataque virtual que apagou vários portais do governo do Canadá, em protesto pela aprovação de lei antiterrorista


	Um hacker mascarado, parte do Anonymous: ataque foi um protesto pela aprovação de lei que amplia os poderes de vigilância dos serviços secretos do Canadá
 (Jean-Philippe Ksiazek/AFP)

Um hacker mascarado, parte do Anonymous: ataque foi um protesto pela aprovação de lei que amplia os poderes de vigilância dos serviços secretos do Canadá (Jean-Philippe Ksiazek/AFP)

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Da Redação

17 de junho de 2015, 17h46

Toronto - O grupo Anonymous assumiu a autoria do ataque virtual que apagou nesta quarta-feira vários portais do governo do Canadá, em protesto pela aprovação de uma nova lei antiterrorista que amplia os poderes de vigilância dos serviços secretos do país.

O ataque foi iniciado por volta das 16h GMT de hoje (13h de Brasília) e afetou sites como os do Serviço Meteorológico e o do parlamento canadense. Tony Clément, ministro do Conselho do Tesouro, confirmou o ataque.

"Acabam de me informar. Houve um ataque contra os servidores do governo do Canadá", declarou.

Os portais ficaram fora do ar por algumas horas, e o grupo Anonymous se responsabilizou pelo ataque em um vídeo postado no YouTube.

"Fizemos um ataque contra os sites do Senado e do governo do Canadá em protesto pela recente aprovação do projeto de Lei C-51", afirma o vídeo.

O projeto de lei foi aprovado pela câmara baixa do parlamento canadense em maio e pelo Senado no dia 10 de junho.

A nova lei antiterrorista amplia os poderes de monitoramento dos serviços secretos canadenses e foi qualificada como excessiva pelo principal partido da oposição, o social-democrata Novo Partido Democrático, além de organizações sociais.