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A incrível história do professor que ensina computação na lousa

Giz colorido e empenho são os recursos de um professor de Gana

 (Facebook/Owura Kwadwo Hottish/Reprodução)

(Facebook/Owura Kwadwo Hottish/Reprodução)

Lucas Agrela

Lucas Agrela

Publicado em 2 de março de 2018 às 05h55.

Última atualização em 2 de março de 2018 às 05h55.

São Paulo – Giz, quadro negro e código. Essas eram as ferramentas que Owura Kwadwo Hottish tinha à disposição para ensinar computação a alunos em Gana. Na escola em que leciona, não há computadores. Pacote Office? Nem pensar. A solução era usar giz colorido e muito capricho para desenhar uma réplica do editor de textos Microsoft Word no quadro negro para demonstrar seu uso.

Desenhar em detalhes a interface de um software tão repleto de funções e botões quanto o Word leva tempo. Por isso, Hottish começa a desenhar meia hora antes dos alunos chegarem. Depois da aula, o desenho é apagado para deixar a lousa disponível para o próximo professor.

As fotos de uma de suas aulas foram parar no Facebook, onde viralizaram, o que surpreendeu o professor de informática.

Em uma conversa com a NPR, Hottish deixa claro o motivo dos desenhos: Não há computadores e eu não tinha outra escolha a não ser desenhar para eles.

O professor, cujo verdadeiro nome é Richard Appiah Akoto (segundo o site Quartz Africa), diz que se pudesse dar algo aos seus alunos, seriam computadores.

Akoto tem um notebook pessoal. Entretanto, o aparelho não atende às necessidades do plano de ensino da escola, que requer computador com monitor. A prova consiste em responder a perguntas relacionadas a um desktop. Sem contato com o aparelho, apenas um dos alunos conseguiu nota máxima na matéria no ano passado.

Como a história ganhou repercussão mundial na mídia, a Microsoft, dona do Word desenhado na lousa, recebeu pedidos de recursos para o professor. E a empresa disse que vai enviar um computador para a escola.

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