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1. 10 notícias que marcaram a ciência em 2014
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1/12 (Medialiab/AFP)
São Paulo - Após perceber que seu futuro está em risco devido ao aquecimento irreversível da
Terra, a humanidade começa a pensar em alternativas para escapar do planeta, colonizando asteroides e planetas (ou até mesmo super-Terras). Parece a sinopse de Interestelar, mas esse pode ser um indício do futuro da humanidade, tomando como base algumas das notícias mais marcantes da
ciência em 2014. Neste ano, o ser humano pousou em um cometa, começou a missão que pode levá-lo até Marte, descobriu novas partículas subatômicas, criou cromossomos artificiais e até ouviu o som de um átomo. Mas, ao mesmo tempo, percebeu que o preço pelos estragos feitos no planeta está sendo cobrado mais cedo do que imaginava. Confira a lista da INFO com os dez fatos mais marcantes da ciência em 2014.
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2. 1. Após 20 anos de planejamento, humanidade pousa módulo espacial em cometa
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2/12 (Divulgação/ESA)
O ano foi marcado por dois grandes feitos da exploração espacial humana. O primeiro deles aconteceu em novembro, quando o módulo espacial Philae pousou no cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko. Pela primeira vez, a humanidade pousou uma nave espacial em um cometa. A missão começou há 20 anos: o lançamento da sonda aconteceu há uma década, tempo que a sonda Rosetta demorou para percorrer os quase 6,5 bilhões de quilômetros entre a Terra e o cometa. Em 12 de novembro, o módulo Philae separou-se da sonda e pousou na superfície do cometa para realizar experimentos científicos. Porém, alguns dias depois, a bateria do Philae terminou — agora ele aguarda que o cometa chegue mais perto do sol, para recarregar-se com a luz solar.
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3. 2. NASA lança voo teste da cápsula Orion
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3/12 (Getty Images)
O outro momento marcante aconteceu em 5 de dezembro, data em que a NASA iniciou um programa que planeja levar astronautas para além dos limites da órbita terrestre pela primeira vez desde 1972. O voo teste da cápsula Orion aconteceu sem tripulantes, mas a agência espacial americana espera que este seja o primeiro passo da nova fase da exploração humana no sistema solar. A primeira missão tripulada da Orion está prevista para o começo da próxima década e tem como objetivo final pousar um veículo com astronautas em Marte até 2030.
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4. 3. Astrônomos descobrem mega-Terra que pode abrigar vida
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4/12 (David A. Aguilar (CfA))
Se missões como a Orion funcionarem, o destino da humanidade pode ser ainda mais distante. Como, por exemplo, a mega-Terra descoberta em junho por uma equipe de astrônomos. Com composição rochosa, o planeta tem massa 17 vezes maior do que a da Terra e é muito maior do que todas as super-Terras descobertas até hoje. "Ele é o Godzilla das Terras", disse o astrônomo Dimitar Sasselov. "Mas ao contrário do filme de monstro, Kepler-10c tem implicações positivas para a vida." O problema é que ele está a cerca de 560 anos-luz da Terra, na constelação de Dragão. Essa distância indica que ele está mais longe do que "Kepler-186f", o primeiro planeta descoberto fora do sistema solar com um tamanho comparável ao da Terra e em que pode existir água em estado líquido.
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5. 4. Os dez primeiros meses de 2014 foram os mais quentes já registrados
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5/12 (AFP/Reprodução)
Todos esses avanços na exploração espacial podem ter um motivo. Como o filme "Interestelar" sugeriu, fugir da Terra talvez seja a última esperança de preservar a espécie humana após o irreversível aquecimento do planeta. E ele já começou. Os dez primeiros meses de 2014 foram os mais quentes do planeta desde que foram iniciados os registros de temperatura em 1880, segundo a Agência Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA). Foi o 38° mês de outubro consecutivo em que a temperatura mundial esteve acima da média do século XX, observou a NOAA. Para o período de janeiro a outubro de 2014, a temperatura média nos oceanos e na terra foi de 10,3 graus, ultrapassando assim em 1,05 grau a média do século anterior.
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6. 5. Seca em São Paulo deve continuar em 2015, diz cientista
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6/12 (Nacho Doce/Reuters)
Os brasileiros (especialmente os paulistas) sentiram na torneira os efeitos do aquecimento global. O estado de São Paulo sofreu com uma das piores secas de sua história, que praticamente esgotou o volume das represas que abastecem as cidades do Estado. Pior: a seca em São Paulo deve continuar em 2015, desta vez associada também ao desenvolvimento do fenômeno El Niño. O aquecimento das águas do Oceano Pacífico, na altura do Peru e do Equador, provocará a formação de nuvens que tendem a ser arrastadas pelos ventos na direção oeste. Mas não para a América do Sul. "É a natureza tentando se modelar para atingir seu normal", declarou o secretário-geral adjunto da Organização Mundial de Meteorologia (OMM), Jeremiah Lengoasa.
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7. 6. China e EUA assinam pacto de mudança climática
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7/12 (Feng Li/Getty Images)
Mas existe uma luz no final do túnel. Em novembro, Estados Unidos e China anunciaram um tratado para reduzir drasticamente as emissões de CO2 até 2030. O acordo foi considerado como um "grande marco" pelo presidente americano Barack Obama. Segundo o The New York Times, o tratado foi negociado durante nove meses entre o presidente americano Barack Obama e o presidente chinês Xi Jingping, antes de ser anunciado durante encontro da Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (APEC) em Pequim. A China e os Estados Unidos são os dois maiores emissores de carbono do mundo e responsáveis por mais de um terço das emissões globais de CO2.
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8. 7. Cientistas desenvolvem primeiro cromossomo totalmente sintético
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8/12 (Getty Images)
Em outro front do campo científico, cientistas tentam dominar o mundo que não conseguimos enxergar. Como, por exemplo, a equipe cientistas internacionais que desenvolveu o primeiro cromossomo totalmente fabricado em laboratório, um avanço fundamental na área da biologia sintética. Os pesquisadores do centro médico Langone, da Universidade de Nova York, geraram a primeira cópia artificial de um cromossomo de levedura, fungo utilizado na fabricação de etanol, pão e cerveja. Em uma pesquisa que contou com os esforços de cientistas nos EUA e na Europa, e que durou mais de sete anos, os pesquisadores cortaram, dividiram e manipularam o DNA da levedura até conseguirem o primeiro cromossomo fabricado integralmente em um laboratório.
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9. 8. Cientistas descobrem duas novas partículas subatômicas
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9/12 (Divulgação)
Não é possível falar em mundo microscópico sem falar do Grande Colisor de Hádrons, maior acelerador de partículas do mundo, na Suiça. Em novembro, pesquisadores conseguiram observar duas partículas nunca antes vistas, uma descoberta que refina a teoria de como os fragmentos e forças elementares interagem entre si. Apenas modelos teóricos previam a existência dessas partículas. Os cientistas usaram o colisor para chocar as partículas e então analisaram o resultado para identificar os núcleos desses novos fragmentos. "Agora sabemos exatamente o que é o núcleo delas", afirmou Patrick Koppenburg, da equipe do CERN, administrador do Grande Colisor de Hádrons.
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10. 9. Cientistas capturam o som de um átomo pela primeira vez
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10/12 (sxc.hu)
Outra façanha foi conseguida por pesquisadores da Universidade Columbia (EUA) e da Universidade de Tecnologia Chalmers (Suécia), ao
capturar o som que um único átomo faz ao se mover. Um artigo sobre o estudo foi publicado na revista Science. A descoberta pode, no futuro, ser usada em novos dispositivos de computação quântica. Segundo Göran Johansson, um dos autores da pesquisa, quando um átomo é excitado cria um som, um fônon. Esse som é o mais suave possível. É tão fraco que nem os cientistas conseguiram ouvi-lo.
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11. 10. Arqueólogos desvendam mistério sobre Stonehenge
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11/12 (Kieran Doherty/Reuters)
Para encerrar a retrospectiva, a solução de um mistério: arqueólogos desvendaram um dos mistérios sobre o Stonehenge, monumento que fica no sul da Inglaterra. Com ajuda de mangueiras curtas, os cientistas revelaram que o Stonehenge já foi circular. Segundo informações da BBC, os arqueólogos discutem se Stonehenge foi um círculo completo há muito tempo. Durante anos, os pesquisadores buscaram sem sucesso as pedras que faltam para provar a teoria. A região das ruínas costuma ter muita grama. Neste ano, o período de seca aconteceu na mesma época em que os administradores locais compraram mangueiras curtas. Consequentemente, nem todo o terreno foi regado, o que permitiu que os cientistas vissem as marcas das rochas que completavam o círculo no passado.
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12. Veja agora os mistérios que a ciência decifrou - ou tenta decifrar
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12/12 (Marija Gjurgjan/SXC)