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Como a varejista Renner usa a IA para fazer coisas até então muito difíceis

Flávio Reis, da Renner, explica como a tecnologia amplia a capacidade das equipes, melhora a operação e aumenta vendas ao resolver problemas antigos

Catálogo infantil da Renner produzido com IA: aumento de mais de 60% nos acessos (Renner/Reprodução)

Catálogo infantil da Renner produzido com IA: aumento de mais de 60% nos acessos (Renner/Reprodução)

Leo Branco
Leo Branco

Editor de Negócios e Carreira

Publicado em 23 de abril de 2026 às 06h00.

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A loja física continua no centro da experiência da varejista Renner, mas a tecnologia mudou a lógica da operação. Por ali, o cliente entra com o celular na mão, compara, paga sem fila e pode sair com parte da compra e receber o restante em casa no dia seguinte.

Para Flávio Reis, chief digital officer da companhia, a IA funciona como uma camada extra de capacidade: ela amplia o alcance das pessoas. É praticamente um “superpoder” na mão da empresa.

A tecnologia está no básico da operação da companhia ao identificar tendências de moda, prever demanda e decidir onde cada peça deve estar.

Solução de problemas antigos

Um produto pode vender mais no Nordeste do que no Sudeste, e os algoritmos ajudam a ajustar isso em escala. Além disso, a IA resolveu problemas antigos. Um exemplo é a linha infantil. Fotografar bebês sempre foi um processo longo e difícil.

O risco de estresse dos modelos é alto e, por isso, a empresa evitava esse tipo de produção. Com IA, passou a gerar imagens realistas de crianças vestindo as roupas, com diferentes biotipos e tons de pele. “A gente passou a fazer coisas antes impossíveis”, afirma Reis. O efeito foi direto: aumento de mais de 60% nos acessos aos produtos.

Dito isso, na Renner o humano continua no centro. No varejo, o cliente é uma pessoa. E, mesmo com agentes de IA, existe alguém por trás, responsável por programar ou acionar a tarefa.

Para ele, o papel da tecnologia é ampliar a capacidade dos times. Esse ganho, porém, não se traduz sozinho em inovação. “Se você tem pessoas sem clareza sobre como usar esse poder, não vai surgir nada novo”, diz.

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