Revista Exame
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Turismo (mais) responsável: viajantes buscam formas de apoiar população local

Causar o mínimo dano aos destinos já não é mais suficiente. Agora a moda é outra

Expedição no Rio Negro, no Amazonas: pacotes para o turista ajudar no desenvolvimento sustentável do destino estão em alta (Leandro Fonseca/Exame)

Expedição no Rio Negro, no Amazonas: pacotes para o turista ajudar no desenvolvimento sustentável do destino estão em alta (Leandro Fonseca/Exame)

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Ivan Padilla

15 de dezembro de 2022, 06h00

O conceito de turismo responsável, que busca causar o mínimo dano possível aos destinos, já não cabe mais nas preocupações socioambientais do momento. O que se busca agora é o chamado nature positive tourism, algo como “turismo de impacto positivo na natureza”, numa tradução livre.

Trata-se de utilizar o turismo como uma ferramenta para promover a proteção do habitat e apoiar a população local. Vale, portanto, para viagens de natureza, como safáris fotográficos, mas também para cicloturismo e mesmo passeios dentro das cidades.

Em termos práticos, o viajante pode apoiar um projeto de conservação, comprar produtos das comunidades do entorno, se hospedar em hotéis que priorizem cultivos regionais nos restaurantes e o uso de energia limpa, reduzir emissões de carbono voando menos e com estadias mais longas.

A preocupação faz ainda mais sentido quando se analisa a tendência de viagens para 2023. Um relatório da unidade de inteligência da revista The Economist aponta que os deslocamentos para turismo deverão crescer 30% no ano que vem, após um aumento de 60% em 2022 em relação ao período anterior. Se a China suspender as atuais medidas de isolamento, a expectativa é de números ainda mais impactantes.


(Publicidade/Exame)