Veja as principais indicações de música, filmes e músicas para este mês

Atuação de Carey Mulligan em Bela Vingança é bem cotada para a indicação ao prêmio da Academia, apesar de esnobada no Globo de Ouro

Apesar de não ter sido agraciada com a estatueta no Globo de Ouro em 28 de fevereiro, a inglesa Carey Mulligan segue bem cotada para concorrer ao Oscar de Melhor Atriz (as indicações seriam anunciadas em 15 de março e a premiação acontecerá em 25 de abril) pela atuação em Bela Vingança, cuja estreia no Brasil estava inicialmente prevista para 18 de março.

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Também coprodutora executiva do longa, Mulligan interpreta Carrie Thomas, uma mulher de 30 anos que decide se vingar do estupro da melhor amiga nos tempos de faculdade por um colega de sala. Na época, o crime havia sido abafado. Isso motiva Carrie a seduzir cafajestes que a abordam em baladas. Até que ela localiza o estuprador da amiga e elabora um plano para finalmente puni-lo.

Hoje com 35 anos, Mulligan é uma atriz consistente que tem preferido filmes mais intensos, sensíveis ou feministas desde que se destacou no britânico Educação, em 2009 (pelo qual recebeu sua primeira indicação ao Oscar). Mesmo suas eventuais participações em grandes produções — como Wall Street: O Dinheiro Nunca Dorme (2010) e O Grande Gatsby (2013) — passam longe da cartilha blockbuster.

Depois de Vida Selvagem, de 2018, Mulligan ficou dois anos sem aparecer num longa-metragem. Exibido em janeiro de 2020 no Festival de Sundance, Bela Vingança teve seu lançamento nos Estados Unidos adiado de abril para o Natal passado por causa da pandemia de covid-19. O desempenho de Mulligan em Bela Vingança recebeu elogios, mas foi alvo de uma insinuação de que ela não seria sexy o bastante para o papel, feita pelo crítico da revista Variety, mais tradicional veículo especializado da indústria cinematográfica. Mulligan manifestou sua indignação e a Variety fez um pedido oficial de desculpas. Menos mal.

Além de Mulligan, outro destaque do filme é Emerald Fennell, também inglesa de 35 anos, que é a responsável por direção, roteiro, produção e ainda faz uma ponta (fora dos créditos) como atriz interpretando uma orientadora num tutorial sobre maquiagem para sexo oral. Fennell também foi indicada ao Globo de Ouro nas categorias de direção e roteiro, mas saiu de mãos abanando. Inicialmente dedicada à carreira de atriz, seu filme de maior sucesso foi A Garota Dinamarquesa (2015), no qual tinha um papel secundário. Na TV britânica, atuou na série Chame a Parteira e interpretou Camilla ­Parker-Bowles, a grande paixão do príncipe Charles, na terceira e quarta temporadas de The Crown.

Paralelamente, Fennell apurou seu interesse pelas funções por trás das câmeras. Depois de fazer um curta, estreou para valer como roteirista principal e produtora executiva no seriado Killing Eve, da BBC, pelo qual recebeu duas indicações ao Emmy de 2019. Bela Vingança é seu primeiro longa como diretora.


Música | Duas facetas de um virtuose 

 (Divulgação/)

Logo após a morte do mestre americano do piano Chick Corea em fevereiro, de câncer aos 79 anos, chegaram às plataformas de streaming duas coleções com estilos bem diferentes. Em Complete Chick Corea on Deutsche Grammophon, ele se exercita na música clássica em 39 faixas. Já Return to Tomorrow: The Broadcast Collection tem 48 faixas tiradas de transmissões de rádio entre 1973 e 1995 em que Corea vai do jazz elétrico ao acústico.


Livro | A construção póstuma de um mito 

 (Divulgação/)

Uma das grandes mortes precoces do rock foi a de Jim Morrison, cantor da banda The Doors, aos 27 anos, em julho de 1971. Graças ao cinquentenário, volta às livrarias brasileiras após oito anos a biografia Jim Morrison: Ninguém Sai Vivo Daqui. A edição original de 1980 criou um culto que até então quase inexistia ao falar de sua rebeldia, sensualidade, misticismo e dotes poéticos. E ajudou a criar a lenda urbana de que Jim não teria morrido, e sim sumido.


Cinema | Filme sob medida para um grande ator

Anthony Hopkins pode se tornar o vencedor mais idoso do Oscar de Melhor Ator graças ao drama familiar Meu Pai

Meu Pai | Filme de Florian Zeller | Com Anthony Hopkins e Olivia Colman | Estreia prevista para 8/4

Meu Pai | Filme de Florian Zeller | Com Anthony Hopkins e Olivia Colman | Estreia prevista para 8/4 (Divulgação/Divulgação)

O longa franco-britânico Meu Pai parece feito sob encomenda para levar o brilhante Anthony Hopkins à conquista de seu segundo Oscar de Melhor Ator (o primeiro foi por O Silêncio dos Inocentes, de 1991). Caso vença, ele também se tornará o mais longevo a receber o prêmio, aos 83 anos. A estreia no Brasil está prevista para 8 de abril.

É um drama familiar com foco na relação entre um homem em seus anos finais, já com sintomas de demência, e a filha (a ótima Olivia Colman), que se muda para o apartamento dele. É baseada numa peça do francês Florian Zeller, que estreia como diretor de cinema com esta obra.

A história remete ao filme que deu o prêmio da Academia ao atual detentor do recorde de idade para ator principal: Henry Fonda tinha 76 anos em 1982 ao receber sua primeira e única estatueta por Num Lago Dourado — ele morreria meses depois. Naquele filme, o pai e a filha (Jane Fonda) cicatrizam feridas do passado após anos de afastamento.

O recorde geral de idade para o Oscar é de um coadjuvante: Christopher Plummer (morto em 5 de fevereiro) levou em 2012, aos 82 anos, por Toda Forma de Amor.  

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