O fim dos mercados cativos dos cartões de crédito

Com o aumento da competição entre as credenciadoras, o setor de cartões no Brasil passa por sua maior transformação - e faz crescer a expectativa de mais eficiência e preços menores

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O setor de cartões no Brasil sofreu, por longos anos, de uma anomalia competitiva. Duas grandes empresas credenciadoras de estabelecimentos comerciais tinham, cada uma, o seu monopólio. Com exceção da Cielo (ex-Visanet), ninguém aceitava os cartões da bandeira Visa. Na mesma linha, a Redecard era parceira inseparável da Mastercard.

Há muitos argumentos para explicar por que o mercado brasileiro funcionava dessa forma – mas o fato é que os níveis de concorrência mantinham-se baixos. O que acontecerá a partir de julho pode ser descrito como uma espécie de injeção de adrenalina no setor. Tempos atrás, as máquinas da Redecard passaram a aceitar vários tipos de cartão além do próprio Mastercard. Em dois meses, o mesmo ocorrerá com a Cielo e sua relação de exclusividade com a Visa.

As máquinas das duas empresas, Redecard e Cielo, aceitarão todos os tipos de cartão – e o cliente terá o poder de escolher com qual delas irá trabalhar. Numa fase de mais liberdade, novos concorrentes já apareceram e outros tantos estão estudando a entrada no mercado no médio prazo.

A nova fase do setor de cartões acontece num momento auspicioso. Controlada a inflação e iniciado um período de crescimento econômico com o avanço do crédito, um número cada vez maior de brasileiros está com dinheiro no bolso e disposição para comprar. Os números das vendas do varejo nos últimos anos não deixam dúvidas sobre esse fenômeno. Neste novo contexto, um ambiente mais competitivo no mercado de cartões de pagamentos é, no mínimo, um fator de incentivo à eficiência. E um mercado de consumo mais dinâmico e moderno.

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