Setor de educação investe no presencial para retomada pós-vacina

As empresas de educação amargaram uma queda média de 4% nas receitas em 2020 por causa da pandemia. A expectativa é voltar a crescer na retomada
 (Divulgação/Divulgação)
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Ivan Padilla

Publicado em 20/10/2021 às 22:00.

Última atualização em 22/10/2021 às 15:43.

A pandemia colocou um bocado de desafios para a educação privada, um setor já bastante castigado no Brasil nos últimos cinco anos. A junção de pasmaceira no PIB com o ritmo conta-gotas de programas para o financiamento do ensino superior, como o Fies, reduziu ganhos de grandes empresas educacionais. A necessidade de isolamento social, a queda de renda e a ida às pressas para o ensino à distância desmotivaram muitos estudantes e, na ponta, brecaram os negócios no setor. 

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As empresas de educação tiveram, em média, uma queda de 4% na receita em 2020. Das nove maiores empresas do setor, três encolheram no ano passado. Foi o caso da Cogna Educação, dona de marcas como Pitágoras, LFG e Somos. Em 2020, a holding faturou 5,2 bilhões de reais — queda de 25% em 12 meses. Em uma delas, a paulistana Associação Educacional Nove de Julho, dona da marca Uninove, a expansão foi de 1%, para 1,3 bilhão de reais. 

No rol das empresas com expansão nas receitas no meio da pandemia estão nomes que aproveitaram as incertezas sobre o setor para ir às compras. Um exemplo disso veio da Anima Educação, dona de redes educacionais tradicionais nas regiões Sul e Sudeste, como ­UniSociesc e São Judas Tadeu.

Em novembro de 2020, a Ânima comprou a Laureate (das faculdades Anhembi Morumbi e FMU) por 4,4 bilhões de reais. Foi um caminho seguido também pela Yduqs (dona do Ibmec, parceiro técnico de MELHORES E MAIORES). Em abril de 2020, a rede comprou do braço brasileiro do gigante educacional Adtalem, dos Estados Unidos, por 2,2 bilhões de reais.

Daqui para a frente, o setor deve voltar a investir no ensino presencial com o avanço da vacinação. A expectativa é de volta também dos bons resultados.  


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