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Cuidado com a saúde de todos, a começar pelos funcionários

O Hospital Sírio-Libanês, por meio do programa “Cuidando de quem cuida”, atende 12 000 funcionários e dependentes com foco na atenção primária

Como resultado das mudanças, o custo per capita do plano de saúde do Hospital Sírio-Libanês caiu 27% no ano passado (anyaberkut/Thinkstock)

Como resultado das mudanças, o custo per capita do plano de saúde do Hospital Sírio-Libanês caiu 27% no ano passado (anyaberkut/Thinkstock)

Ligia Tuon

Ligia Tuon

Publicado em 16 de novembro de 2017 às 05h02.

Última atualização em 16 de novembro de 2017 às 05h02.

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Os funcionários do Hospital Sírio-Libanês, um dos centros de referência em medicina no país,  localizado em São Paulo, são todos atendidos pela própria instituição médica. Não apenas eles mas também seus familiares têm direito a agendar consultas e a realizar exames e cirurgias. São 12 000 pessoas incluídas no programa “Cuidando de quem cuida”, que, em seu terceiro ano de existência, já é considerado um dos principais motivos para o alto índice de engajamento dos colaboradores — 80%, de acordo com pesquisa recente, 10 pontos percentuais a mais em comparação com o registrado em 2014.

Naquele ano, antes da criação do programa, os funcionários e seus dependentes eram atendidos por convênio médico, o sistema tradicional oferecido pelas empresas. A maioria das coberturas não dava acesso aos serviços oferecidos pelo hospital. “Percebemos a injustiça da situação e decidimos mudá-la. O funcionário tinha de acessar o mesmo serviço que ele oferece”, diz Paulo Chapchap, presidente do Hospital Sírio-Libanês.

O modelo desenhado para o “Cuidando de quem cuida” baseou-se na atenção primária, o que significa que o paciente é submetido a um atendimento inicial. Nessa consulta, o profissional chamado de “médico de família” indica o caminho mais adequado para a resolução do problema, que pode ser a realização de um exame ou uma consulta com especialista. “Os médicos de família acompanham a saúde do paciente de forma periódica. Nossos funcionários confiam plenamente neles, que também são seus colegas de trabalho”, afirma Chapchap.

A atenção do médico de família é constante por estar à disposição dos colaboradores durante a semana inteira no ambulatório voltado apenas para eles. Com a saúde sendo tratada de perto nesse modelo, o paciente diminui a busca pelo atendimento de pronto-socorro. O percentual de consultas em caráter de urgência deixou o patamar de 36%, em 2015, para 21%, em 2016 — uma redução de 15 pontos percentuais, com o ambulatório respondendo por 42% do total de consultas realizadas pelos funcionários. Houve também queda no volume de exames e no número de internações.

Como resultado das mudanças, o custo per capita do plano de saúde do Hospital Sírio-Libanês caiu 27% no ano passado. Nesse mesmo período, a inflação médica registrada chegou a 15%. “O sucesso do programa também se deve à preocupação com a qualidade de vida, promovendo entre os colaboradores a reeducação alimentar, o combate ao tabagismo e o apoio às gestantes”, diz Chapchap.

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