Como será a vida nas empresas sem água

Como as empresas brasileiras vão atravessar o período de seca e o provável racionamento de água — e as lições que devemos tirar para essa crise não se repetir

São Paulo - Foi num sábado — mais especificamente no dia 20 de dezembro — que a empreendedora Maristela Saletti de Araújo sentiu na pele pela primeira vez os problemas que a falta de água pode causar aos negócios.

Dona de uma unidade franqueada da rede de salões de beleza Jacques Janine no Jardim Paulista, um dos bairros nobres de São Paulo, ela precisou fechar as portas e dispensar os funcionários pouco depois das 3  da tarde. “Justamente no dia mais movimentado da semana, fiquei sem uma gota de água para lavar os cabelos e fazer as unhas da clientela”, diz Maristela.

Ela calcula que 15 000 reais deixaram de entrar no caixa naquela tarde. Maristela não reve­la sua receita, mas estima-se que um salão de beleza semelhante ao dela fature, em média, 300 000 reais por mês — a perda foi, portanto, próxima de 5% da receita mensal. Depois dessa experiência, Maristela dobrou para quatro o número de caixas-d’água do salão e fechou as torneiras.

Os cabeleireiros não lavam mais os cabelos dos homens antes do corte — eles agora recebem apenas borrifos de água — e os banhos de banheira para noivas que vão lá se arrumar no dia do casamento foram suspensos. “Com essas providências, dá para manter o negócio funcionando por até dois dias em caso de falta de água”, diz.

A experiência de Maristela dá uma pequena mostra do impacto que o agravamento da falta de água pode causar no dia a dia dos negócios. Só com a falta — ou a ameaça de falta — é que começamos a nos dar conta da onipresença da água na economia.

Além de insumo essencial para a vida, a água está em tudo o que consumimos. A quem ocorre que são necessários mais de 15 000 litros de água para gerar 1 quilo de carne bovina? Ou que sua calça jeans consumiu 11 000 litros até ser confeccionada — e vai necessitar de mais 21 litros a cada lavagem?

Se esses dados surpreendem, considere este: um carro médio requer 400 000 litros de água ao longo do processo de construção. A seca em qualquer região do Brasil seria, por si só, uma notícia ruim. Mas é ainda pior por ocorrer no coração econômico do país. Um em cada cinco brasileiros mora nas regiões metropolitanas de São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte.

Segundo dados da consultoria Urban Systems, as três metrópoles reúnem um terço do produto interno bruto e 745 000 empresas, que empregam 13 milhões de trabalhadores formais. A julgar pelo que vem acontecendo nos reservatórios, o racionamento nesse pedaço do Brasil é uma realidade cada vez mais palpável.

Há mais de dois anos, as principais represas que abastecem o Sudeste estão esvaziando. O nível do Sistema Cantareira, de onde sai água para 6,5 milhões de pessoas na Grande São Paulo, caiu de 27,7%, em dezembro de 2013, para 6,1%, em 10 de fevereiro, já considerando o uso de duas fases do volume morto — a água que fica no fundo das represas, abaixo do ponto de captação normal.

A Sabesp, concessionária de sanea­mento paulista, há um ano começou a diminuir o abastecimento em parte da Grande São Paulo, principalmente à noite, fazendo com que muitos bairros já convivam com as torneiras secas.

As autoridades estudam as alternativas para um racionamento que provavelmente terá de ser implantado nos próximos meses — no pior cenário, a população teria de se habituar a receber água dois dias a cada sete. Em Belo Horizonte, a concessionária Copasa pediu à população para reduzir 30% o consumo até o fim de março.

Caso a meta não seja alcançada, a empresa avalia aplicar multas aos consumidores que gastam mais, dar bônus a quem economizar e até cortar parte do abastecimento, dependendo das condições dos reservatórios do Sistema Paraopeba, que abastece a capital mineira.

No Rio de Janeiro, o governo considera a possi­bi­lidade de diminuir o abastecimento no segundo semestre se as chuvas não vierem como o esperado. Na região, o problema maior está nos reservatórios do rio Paraíba do Sul, que em 10 de fevereiro estavam com 2,4% de sua capacidade. No nível atual, o reservatório paulista do Cantareira tem água suficiente para 48 dias de consumo.

Em Belo Horizonte, a água armazenada cobre pouco mais de três meses; e no Rio de Janeiro, meio ano. “A situação é muito grave”, diz Marcos Freitas, coordenador do Instituto Virtual Internacional de Mudanças Globais, ligado à Universidade Federal do Rio de Janeiro, e ex-diretor da Agência Nacional de Águas. “O racionamento deveria ter começado há um ano em São Paulo e ser feito imediatamente em Belo Horizonte. Adiar esse tipo de medida só piora a situação.”

Sem água — e sem energia

A constatação que emerge é óbvia: a falta de água piora ainda mais o quadro da já combalida economia brasileira. O risco de racionamento de água anda de mãos dadas com o de energia, uma vez que 70% da energia consumida no país é gerada por hidrelétricas.

Segundo um estudo da agência de classificação de risco Standard & Poor’s, os reservatórios das usinas localizadas nas regiões Sudeste e Centro-Oeste estão hoje com 16,4% da capacidade — se as chuvas até o fim de maio não forem suficientes para que o nível suba para 35%, o corte no consumo de energia no segundo semestre será praticamente inevitável.

O choque provocado pelo duplo racionamento se somaria aos efeitos que as investigações da Operação Lava-Jato teriam sobre a economia. De acordo com a consultoria GO Associados, caso ocorra uma restrição mínima — de 5% no consumo de água e de energia — e um corte de 10% nos investimentos da Petrobras, o país deverá fechar o ano com uma recessão de 1,3%.

Na pior hipótese — racionamento de 15% de água e de energia e corte de 30% nos investimentos da Petrobras —, a queda no PIB seria de quase 5%. A água é um insumo importante para grandes cadeias industriais, que podem ter sua produção comprometida, e fundamental na agropecuá­ria, que utiliza 83% da água consumida no país. No Sudeste, 4 trilhões de litros por ano vão diretamente para a agricultura e a pecuária.

O economista Fábio Silveira, diretor de pesquisas econômicas da GO Associados, estima que um corte de 10% no fornecimento de água no Sudeste gere uma queda de 6,7% na receita da agropecuária, que, no ano passado, foi de 300 bilhões de reais — o que equivale a uma perda de 20 bilhões. “Pelo que vemos do cenário atual, a queda no abastecimento vai ser maior do que 10%”, diz ele.

A situação é especialmente negativa para o setor sucroalcooleiro e para os produtores de laranja, intensivos em São Paulo. “São culturas que começam a ser plantadas em abril e julho, meses em que provavelmente a seca estará agravada”, diz Silveira.

Por trás dos números do esvaziamento dos reservatórios e das projeções sobre as possibilidades de racionamento, há uma dura realidade: sem água, a vida nas grandes cidades tem tudo para se tornar um caos.

Desde a antiguidade, quando os romanos construíram os primeiros grandes aquedutos, a existência das aglomerações urbanas sempre dependeu dos canais que trazem água para atender às necessidades básicas das pessoas.

Nas metrópoles modernas, as redes de abastecimento ganharam ainda mais importância. Um único edifício comercial, por exemplo, pode concentrar uma população de 3 000 pes­soas — quase o mesmo que um pequeno município. Cada ocupante consome de 50 a 80 litros de água por dia.

Unidade da rede de salões de beleza Jacques Janine, em São Paulo. A empresa está sujeita a ter de fechar o salão em caso de racionamento de água (Alexandre Battibugli / EXAME)

É preciso água para matar a sede, fazer funcionar dezenas de banheiros e refrigerar os grandes aparelhos de ar condicionado central que mantêm a temperatura do ambiente. Sem água, todo esse sistema pode ruir. Em muitos casos, com as condições nos prédios se tornando insalubres, os métodos de trabalho precisarão ser repensados.

A b2finance, empresa paulista de consultoria tributária e tecnologia, está se organizando para que, nos próximos meses, parte dos 200 funcionários trabalhe de casa se o abastecimento de água for cortado nos edifícios onde estão seus escritórios, em Alphaville e no bairro paulistano da Barra Funda. Poucos edifícios comerciais em São Paulo estão se preparando para o pior cenário.

Na administradora Auxiliadora Predial, apenas três dos 15 condomínios empresariais atendidos estão tomando medidas para se precaver de um racionamento. Em cidades como Rio e São Paulo, contam-se às dezenas de milhares os prédios comerciais. Imagine agora um cenário extremo em que eles tenham de permanecer vazios e, portanto, que as pessoas sejam obrigadas a ficar em casa —também sem água.

No comércio, assim como ocorreu com o salão de beleza de Maristela, uma parcela considerável dos estabelecimentos nas capitais do Sudeste pode ser obrigada a suspender as atividades por falta de água. Um levantamento da Federação do Comércio do Estado de São Paulo calcula que 5% das empresas comerciais situadas nas 20 cidades mais afetadas pela crise na região metropolitana terão de suspender as atividades em caso de racionamento.

As perdas de faturamento podem superar 70 milhões de reais por dia. “Se as lojas tiverem de fechar por uma semana, provavelmente terão de demitir parte dos funcionários”, diz Jaime Vasconcellos, economista da Fecomercio. No Rio de Janeiro, o prejuízo seria ainda maior: 192 milhões de reais em receitas a cada dia de racionamento — a Fecomercio do Rio estima que 18% das lojas teriam de ficar fechadas.

Nos setores industriais, os temores não são menores. A Novelis, fabricante de chapas de alumínio usadas na produção de embalagens, de Pindamonhangaba, no interior paulista, estuda interromper a produção de parte de suas linhas caso seja obrigada a cortar 35% do consumo — o cenário mais pessimista, na avaliação da empresa.

Se isso acontecer, a Novelis pretende importar produtos semiacabados. “Isso aumentaria nossos custos, mas pode ser a alternativa”, diz Rogério Almeida, vice-presidente de operações da Novelis.

A escassez de água enfrentada pelo Sudeste deve-se, em parte, à falta de investimentos em infraestrutura para evitar que os efeitos adversos de um fenômeno climático transbordem para a economia. Se é verdade que a falta de chuva é a pior da região em 84 anos, é igualmente certo que quase 40% da água tratada pelas concessionárias do Brasil se perde, seja por escoar por furos de tubulações precárias, seja por roubo.

Trata-se também do reflexo do pouco caso com que cuidamos da água. Segundo um levantamento da GO Associados, os gastos das indústrias com água não chegam a representar 0,1% de seu custo total de produção no Brasil. Disso resulta uma cultura de desperdício.

“A ideia de que o Brasil tem água abundante e barata ofuscou a importância da gestão sustentável dos recursos hídricos”, diz Ricardo Zibas, diretor de sustentabilidade da consultoria KPMG. “Estamos entrando numa fase em que as empresas terão de avaliar o real valor econômico da água para o negócio.”

De acordo com um estudo da KPMG, os custos das indústrias de 11 setores com adversidades ambientais, como a falta de água, subiram 50% no mundo de 2002 a 2010, alcançando 850 bilhões de dólares nesse período. Em 2030, a demanda global por água excederá 40% a oferta, segundo estimativa do Water Resources Group, associação público-privada dedicada à gestão sustentável.

Em outras palavras, nos próximos anos a água vai ganhar peso nos custos das empresas. “Será preciso reconhecer o real valor da água, e isso quer dizer que ela ficará mais cara”, diz o australiano Paul Gilding, professor da Universidade de Cambridge. Ex-presidente da organização não governamental Greenpeace, hoje ele dá consultoria a executivos. “Os efeitos das mudanças climáticas vão transformar a economia mundial até o fim da década.”

No Brasil, a escassez de água tem potencial para efeitos mais danosos. A principal razão é nossa dependência da chuva e das represas para a geração de energia elétrica — e, aqui, o que é uma vantagem pode virar um problema. Em alguns casos, os órgãos reguladores terão de decidir a qual uso será destinada a água restante nas represas.

Um exemplo concreto ocorre no Rio de Janeiro. As empresas instaladas no distrito industrial de Santa Cruz, na zona oeste carioca, enfrentam dificuldades para captar no rio Guandu — entre as companhias atingidas pela decisão estão unidades das siderúrgicas Gerdau e CSA. O motivo: o Guandu é alimentado pelo rio Paraíba do Sul, cujas águas estão sendo represadas para preservar o funcionamento de uma hidrelétrica e o abastecimento da população. Com isso, o nível do rio baixou e as marés passaram a entrar pela foz.

A Fábrica Carioca de Catalisadores — sociedade entre a Petrobras e a empresa química americana Albemarle — teve de interromper a captação de água três vezes neste ano por causa do excesso de sal. “Estamos estimulando as empresas a buscar alternativas para diminuir a captação de água, como investir em reúso”, diz André Corrêa, secretário estadual do Ambiente do Rio de Janeiro. “Já proibimos as concessões para novas outorgas e não descartamos reduzir o volume que as empresas estão autorizadas a captar.”

O caso da siderúrgica ArcelorMittal também é emblemático do quebra-cabeça formado pela escassez de água e energia. A empresa produz em Serra, na região metropolitana de Vitória, 50 megawatts extras de energia, que destina ao sistema elétrico — o suficiente para abastecer 170 000 residências por mês. Mas foi forçada a reduzir sua captação do rio Santa Maria da Vitória, que está com vazão 18,5% inferior à normal.

“Até agora, conseguimos reduzir o consumo sem afetar a produção”, diz Benjamin Baptista Filho, presidente da ArcelorMittal. “Mas, se formos forçados a diminuir mais a captação de água, teremos de cortar a produção. E isso faria cair a geração de energia excedente que enviamos ao sistema elétrico.”

Efeito educativo

Um dos problemas decorrentes de uma situação extrema como a que amea­ça o Sudeste é a desorganização do planejamento das empresas. Veja o que está ocorrendo com a montadora japonesa Nissan, que inaugurou em 2014 uma fábrica em Resende, no sul do Rio de Janeiro. A empresa implantou um sistema que usa tintas à base de água para pintar os carros que saem da linha de produção.

Na época, essa era a alternativa mais sustentável — a outra opção era utilizar um método de pintura com solventes, bem mais poluente. Agora, a empresa, abastecida pelo Sistema Paraí­ba do Sul, teme ficar sem água para executar o trabalho. “Investimos num método sustentável e, por causa disso, podemos enfrentar problemas na produção”, diz François Dossa, presidente da Nissan no Brasil.

A adaptação forçada a um dia a dia quase sem água pode ter, sobre as empresas e os consumidores brasileiros, o mesmo efeito educativo que restou após o racionamento de energia elétrica em 2001. Na época, as empresas investiram em ganhos de eficiência, que foram mantidos quando o sistema elétrico normalizou.

O Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, investiu 1 milhão de reais numa estação de tratamento de esgoto para reúso em uma outra para captar água da chuva. Desde janeiro, o abastecimento da Sabesp para o hospital é interrompido por até 8 horas ao dia. (Germano Lüders / EXAME)

Hoje, empresas que já vinham investindo para economizar água saem em vantagem. Nos últimos dois anos, a fabricante de remédios Eurofarma vem montando sistemas para reaproveitar a água usada na produção. Sua fábrica em Itapevi, na Grande São Paulo, reúsa 35% do que consome.

Em 2014, foram reaproveitados 22 milhões de litros — e parte foi doada à prefeitura. O abastecimento da Eurofarma em Itapevi vem integralmente de poços artesianos. Com a seca, a vazão diminuiu nos últimos meses. A empresa estuda abrir novos poços se a situação piorar. “Mas essa não é a melhor solução”, diz Maria Del Pillar, diretora de sustentabilidade da Eurofarma. “O certo é aumentar o reaproveitamento do que já usamos.”

A reação mais frequente das empresas, por ora, tem sido procurar maneiras de garantir o funcionamento no curto e no médio prazo. Para os pequenos negócios, a prioridade é atravessar o deserto previsto para os próximos meses.

O mineiro João Teixeira Filho, diretor do Buffet Célia Soutto, um dos mais tradicionais de Belo Horizonte, já desembolsou 20 000 reais em seis caixas-d’água de 6 000 litros para garantir pelo menos seis dias de produção em caso de racionamento. A empresa fatura 1,5 milhão de reais por mês. “Uso água para limpeza do material e para cozinhar os alimentos”, diz ele. “Sem abastecimento, meu negócio quebra.”

Empresas maiores estão se concentrando em projetos de longo prazo. O Hospital Sírio-Libanês, com sede em São Paulo, desembolsou 1 milhão de reais para reduzir sua dependência da rede de distribuição pública de 65% para 30%. Há um mês, o abastecimento da Sabesp ao hospital é interrompido por períodos de até 8 horas por dia, o que tem sido compensado por uma estação de tratamento de esgoto para reúso e outra para captação de água da chuva, prontas desde junho de 2014.

“Tivemos de diversificar as fontes de abastecimento e reduzir os desperdícios para ter água garantida”, afirma Antonio Carlos Cascão, superintendente de engenharia. A instalação de chuveiros mais econômicos reduziu de 30 para 9  litros a vazão de água por minuto.

A solução para o problema da água passa por pensar no longo prazo. É por is­so que algumas empresas enfrentam a crise atual com mais preparo do que ou­tras. Elas melhoraram seus processos, investiram em reúso e no aproveita­mento da água da chuva, mesmo quando o risco de racionamento ainda estava distante.

A fabricante de bebidas Brasil Kirin reduziu 20% do consumo desde 2007. Pensando no futuro, a empresa começou naquele ano a plantar 240 000 mudas de árvores em Itu, no interior paulista, em parceria com a Fundação SOS Mata Atlântica. O resultado foi a recuperação de 20 nascentes de água e aumento de 20% no nível do manancial subterrâneo e de 5% nos riachos da região. “Nossa premissa é que a qualquer momento a água pode faltar”, diz Juliana Nunes, vice-presidente de sustentabilidade da Brasil Kirin.

Muitos governantes do país, por outro lado, parecem ter se baseado sucessivamente na premissa contrária: a água, cedo ou tarde, cai do céu em abundância e não há com o que se preocupar. Planejamento, investimento em saneamento e combate ao desperdício não foram tratados como prioridade em quase nenhuma região.

A crise tem de servir para mudar essas atitudes. Para que o Brasil — e o mundo — se torne menos vulnerável à vida sem água, iniciativas como a da Kirin têm de ser multiplicadas.

“Antes de tudo, é preciso que governos e empresas entendam que mudanças climáticas e sustentabilidade são, essencialmente, questões econômicas”, afirma o australiano Gilding. “Ou mudamos nossa forma de produzir e consumir, ou entraremos em colapso.” O Brasil de 2015, quem diria, virou exemplo do imenso desafio ambiental que temos pela frente.

Obrigado por ler a EXAME! Que tal se tornar assinante?


Tenha acesso ilimitado ao melhor conteúdo de seu dia. Em poucos minutos, você cria sua conta e continua lendo esta matéria. Vamos lá?


Falta pouco para você liberar seu acesso.

exame digital

R$ 12,90/mês
  • Acesse onde e quando quiser.

  • Acesso ilimitado a conteúdos exclusivos sobre macroeconomia, mercados, carreira, empreendedorismo, tecnologia e finanças.
Assine

exame digital + impressa

R$ 29,90/mês
  • Acesse onde e quando quiser

  • Acesso ilimitado a conteúdos exclusivos sobre macroeconomia, mercados, carreira, empreendedorismo, tecnologia e finanças.

  • Edição impressa mensal.

  • Frete grátis
Assine

Já é assinante? Entre aqui.