Revista Exame

Forte captação em crédito reduz potencial de retorno e desafia gestoras em busca por ativos

Diante de taxa de juros mais alta e mudanças tributárias, fundos de renda fixa captaram mais de 300 bilhões de reais em 2024 — ingresso nunca visto antes na indústria

Vivian Lee, head de crédito da Ibiuna Investimentos: “Faz tempo que digo que os preços estão altos, mas têm ficado ainda mais altos” (Leandro Fonseca/Exame)

Vivian Lee, head de crédito da Ibiuna Investimentos: “Faz tempo que digo que os preços estão altos, mas têm ficado ainda mais altos” (Leandro Fonseca/Exame)

Publicado em 18 de outubro de 2024 às 06h00.

Última atualização em 25 de outubro de 2024 às 14h52.

Quando gestores do futuro se debruçarem sobre o mercado brasileiro de investimentos de 2024, uma frente em específico saltará aos olhos: a renda fixa. Nunca entrou tanto dinheiro em fundos de renda fixa como neste ano. O ingresso em 2024 está em 310 bilhões de reais, 30% maior que o antigo recorde de captação, de 2021, segundo dados da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima). O número de contas que investem diretamente em renda fixa no Brasil cresceu 62% nos últimos dois anos, totalizando 71,3 milhões. O produto mais popular é o velho Certificado de Depósito Bancário (CDB), que serve como fonte de capitalização dos bancos e, por isso, possui o seguro do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) de até 250.000 reais por CPF. Produtos mais arriscados, como debêntures e títulos isentos de imposto de renda sobre o rendimento, também têm ganhado cada vez mais a preferência dos investidores, dado o potencial de retorno mais alto. “É um momento único em variedade de ativos de renda fixa e participação nesse mercado”, diz Vivian Lee, head de crédito privado da Ibiuna Investimentos.

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