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Trump critica show de Bad Bunny no Super Bowl: 'um tapa na cara'

Presidente critica letras em espanhol e coreografia; apresentação aconteceu durante o intervalo da final da NFL no último domingo, 8

Bad Bunny no Super Bowl: apresentação do cantor porto-riquenho gerou críticas de Donald Trump e celebração em Vega Baja, sua cidade natal. (Kindell Buchanan/PA Images via Getty Images)

Bad Bunny no Super Bowl: apresentação do cantor porto-riquenho gerou críticas de Donald Trump e celebração em Vega Baja, sua cidade natal. (Kindell Buchanan/PA Images via Getty Images)

Publicado em 9 de fevereiro de 2026 às 06h45.

Última atualização em 9 de fevereiro de 2026 às 06h46.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, criticou publicamente o show do intervalo do Super Bowl protagonizado por Bad Bunny, classificando a apresentação como “um tapa na cara” do país e uma afronta aos valores americanos de sucesso, criatividade e excelência.

As declarações foram feitas nas redes sociais após a performance do artista porto-riquenho na final da NFL, disputada entre Seattle Seahawks e New England Patriots.

Trump afirmou que o espetáculo foi “um dos piores de todos os tempos”, disse que ninguém entendia as letras cantadas em espanhol e atacou a coreografia, considerada por ele "inadequada para crianças". O presidente também criticou a escolha artística da liga e voltou a pedir mudanças em regras recentes da NFL, como o novo formato do kickoff.

"Não há nada de inspirador nessa bagunça de Show do Intervalo e, podem observar, ele receberá ótimas críticas da Mídia de Fake News, porque eles não têm a menor ideia do que está acontecendo no mundo real", escreveu o presidente.

Enquanto Trump condenava o show, a apresentação foi celebrada em Vega Baja, cidade natal de Bad Bunny, em Porto Rico. Segundo a AFP, cerca de cem moradores se reuniram na praça principal do município para assistir ao espetáculo em um telão gigante, transformando o evento em uma festa comunitária.

A professora aposentada Madeline Miranda, de 75 anos, ex-docente do cantor, acompanhou a apresentação emocionada. “Eu dancei, gritei, vibrei e me entreguei de corpo e alma”, disse ela, ao recordar que ensinou Bento Antonio Martínez Ocasio antes de ele se tornar uma estrela global.

Controvérsia nos EUA e debate político-cultural

A escolha de Bad Bunny para o show do intervalo gerou críticas de setores conservadores nos Estados Unidos, sobretudo pelo uso predominante do espanhol e pelas mensagens associadas à imigração e à identidade latina.

Para parte dos porto-riquenhos, no entanto, a apresentação teve caráter político e simbólico. “Ele refletiu nossa cultura, a situação dos imigrantes e o que está acontecendo em Porto Rico”, afirmou Madeline García, de 31 anos. “Somos parte dos Estados Unidos, mesmo falando espanhol.”

Porto Rico é um território não incorporado dos EUA: seus habitantes têm cidadania americana, mas não podem votar para presidente.

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