J.K. Rowling: arquivos do Departamento de Justiça citam ingressos para ‘Harry Potter e a Criança Amaldiçoada’, mas indicam que o convite não partiu da escritora (Getty Images/Reprodução)
Redatora
Publicado em 4 de fevereiro de 2026 às 20h16.
J.K. Rowling negou ter convidado Jeffrey Epstein para a estreia oficial da peça "Harry Potter" e a "Criança Amaldiçoada" na Broadway, em abril de 2018. A autora afirmou que nunca se encontrou, se comunicou ou enviou convites ao financista, condenado por crimes sexuais, após especulações circularem nas redes sociais.
A polêmica surgiu depois que uma nova leva de arquivos ligados a Epstein, divulgada pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos, incluiu a existência de ingressos para a noite de estreia do espetáculo em Nova York. A informação foi divulgada pela revista Variety.
Segundo a apuração, os ingressos não foram enviados por Rowling nem por sua equipe. Os documentos indicam que o envio teria sido feito pelos produtores da peça, após um pedido de Peggy Siegal, descrita como associada de Epstein.
De acordo com a Variety, Siegal enviou um e-mail a Colin Callender, chefe da Playground Entertainment, afirmando que um “amigo muito importante” queria assistir ao espetáculo. Ainda conforme a reportagem, não há indícios de que Callender soubesse que o pedido se referia a Epstein.
Callender também confirmou à Deadline que não sabia quem era a pessoa citada como “amigo importante”.
Os documentos do Departamento de Justiça também registram que Epstein não conseguiu entrar no evento. Mesmo com os ingressos corretos enviados, ele afirmou em um e-mail para Peggy Siegal, na manhã seguinte, que seu nome não estava na lista de convidados.
Segundo o relato incluído nos arquivos, Epstein disse que foi impedido de acessar a estreia e escreveu que “não conseguiu entrar” porque não estava na lista.