Fortuna de Michael Jackson: filha do Rei do Pop acusa administrador do espólio de falhas na prestação de contas e pede redução de remuneração de 15% para 10% (Carlo Allegri / Equipa/Getty Images)
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Publicado em 29 de outubro de 2026 às 12h54.
A fortuna deixada por Michael Jackson virou motivo de uma nova briga na Justiça. Paris Jackson, filha do Rei do Pop, acusa John Branca, responsável por administrar o patrimônio do cantor desde sua morte, em 2009, de incompetência e quer reduzir o valor milionário que ele recebe pelo trabalho.
Segundo o site TMZ, Paris afirma que Branca cometeu falhas na prestação de contas e deixou de apresentar documentos financeiros importantes. Por isso, a artista pede que a Justiça reduza de 15% para 10% a porcentagem que ele recebe sobre as receitas do espólio ligadas ao entretenimento.
Nos documentos judiciais, Paris afirma que Branca apresentou relatórios financeiros atrasados ou incompletos, apesar de solicitar autorização para pagamentos milionários relacionados à administração do patrimônio.
Segundo a filha do cantor, o administrador pediu aprovação para US$ 109,2 milhões, valor que inclui remunerações destinadas aos coexecutores do espólio e a um escritório de advocacia.
Paris considera incompatível o volume de recursos solicitado com as supostas falhas no cumprimento das obrigações financeiras. Na ação, sua defesa argumenta que a diferença entre a remuneração recebida e a alegada incompetência do administrador é intolerável.
A artista também solicita que o espólio arque com seus honorários advocatícios e demais despesas judiciais. Segundo sua defesa, a iniciativa busca ampliar a transparência sobre a administração dos recursos e beneficiar os herdeiros.
Representantes do espólio de Michael Jackson rejeitaram as acusações e afirmaram que o pedido apresentado por Paris carece de fundamento.
Segundo a defesa, os administradores abriram mão da remuneração específica pelo exercício da função de executores desde o início da gestão. Eles recebem uma taxa de administração separada, autorizada pela Justiça, pelos serviços prestados aos negócios do cantor.
O espólio também contesta as alegações sobre atrasos na prestação de contas. De acordo com os representantes, os relatórios referentes a 2023 e 2024 já foram apresentados, enquanto os documentos relativos a 2025 e 2026 ainda estão dentro dos prazos estabelecidos.
Em resposta, um porta-voz de Paris afirmou que o pedido judicial se refere justamente à taxa de administração e reiterou que Branca teria descumprido prazos determinados para fornecer informações financeiras aos herdeiros.
O conflito entre Paris Jackson e os responsáveis pelo patrimônio do pai já havia chegado à Justiça em outras ocasiões.
Em maio de 2026, uma decisão judicial determinou a devolução de US$ 625 mil em bônus pagos a advogados externos que prestaram serviços ao espólio. A Justiça considerou que a documentação apresentada era insuficiente para justificar os pagamentos.
A decisão representou uma vitória para Paris, que vinha questionando despesas relacionadas à administração da fortuna.
Em setembro, a cantora também solicitou aproximadamente US$ 1,17 milhão em honorários advocatícios e despesas legais, pedido contestado pelos representantes do espólio.
Desde a morte de Michael Jackson, em junho de 2009, a administração de seu patrimônio envolve receitas provenientes de direitos musicais, licenciamento de imagem e outros negócios ligados à carreira do artista.
John Branca, que trabalhou com o cantor durante décadas, afirma ter participado da recuperação financeira do espólio, que enfrentava dívidas de centenas de milhões de dólares e passou a ser avaliado em cerca de US$ 2 bilhões.
Paris Jackson e seus irmãos, Prince Jackson e Bigi Jackson, estão entre os beneficiários do patrimônio deixado pelo pai.
Ainda segundo o TMZ, um relatório financeiro apresentado em outubro indicou que Paris recebeu aproximadamente US$ 6,3 milhões em benefícios ao longo de 2024, incluindo despesas relacionadas a impostos e custos jurídicos.