Charles Manson: Nova produção reúne entrevistas, gravações de áudio e imagens de arquivo para reexaminar um dos casos mais famosos dos Estados Unidos (Divulgação/Netflix)
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Publicado em 12 de agosto de 2026 às 07h12.
Charles Manson foi um dos assassinos em série mais famosos de todos os tempos. Sua história é marcada por manipulação, violência e, claro, mortes. É esse percurso que a Netflix revisita em "Conversando com um Serial Killer: A Mente de Charles Manson", série documental que estreia na quarta-feira, 12 de agosto.
A produção tem três episódios e faz parte da franquia "Conversando com um Serial Killer", conhecida por recuperar casos de criminosos famosos a partir de entrevistas, arquivos históricos e registros relacionados aos próprios investigados. Após já ter apresentado John Wayne Gacy, Ted Bundy, Jeffrey Dahmer e "Son of Sam" David Berkowitz, desta vez o foco está em Manson e no grupo que ficou conhecido como Família Manson.
Charles Manson ganhou notoriedade no fim dos anos 1960 ao formar uma comunidade de seguidores na Califórnia. O grupo reunia principalmente jovens mulheres que passaram a seguir suas ideias e viver sob sua influência.
Antes de se tornar líder da Família Manson, Manson tentou construir uma carreira musical. Ele chegou a estabelecer contatos com pessoas ligadas à indústria fonográfica de Los Angeles e teve aproximações com Dennis Wilson, integrante dos Beach Boys, e com o produtor Terry Melcher.
A série acompanha justamente essa transformação, desde o passado de Manson e suas passagens pela prisão até a formação da comunidade e o aumento de sua influência sobre os seguidores.
"Conversando com um Serial Killer: A Mente de Charles Manson" utiliza entrevistas, imagens de arquivo e gravações de áudio para reconstruir a trajetória de Manson e da Família Manson.
Um dos pontos centrais é a maneira como Manson exercia influência sobre seus seguidores. A produção apresenta relatos de integrantes da antiga comunidade e aborda as técnicas de manipulação utilizadas pelo líder para conquistar e manter a lealdade do grupo.
O documentário também explora a relação de Manson com a cena de Hollywood. Seus contatos com figuras da indústria musical acabaram conectando sua trajetória ao endereço que posteriormente se tornaria um dos locais mais conhecidos do caso: a residência de Sharon Tate, uma das grandes estrelas de Hollywood na época, e Roman Polanski.
A segunda parte da produção se concentra nos assassinatos cometidos pelos integrantes da Família Manson em agosto de 1969. Entre as vítimas estava a atriz Sharon Tate, que foi assassinada na casa onde morava com Roman Polanski, que estava fora de Los Angeles naquele momento. O episódio se tornou um dos crimes mais conhecidos associados a Manson e ajudou a transformar o caso em um fenômeno de repercussão internacional.
A série também revisita os assassinatos da família LaBianca, ocorridos na noite seguinte. Os dois episódios formam o núcleo dos crimes pelos quais Manson e seus seguidores seriam posteriormente julgados.
A produção ainda revisita uma das interpretações mais conhecidas sobre a motivação dos crimes e apresenta outra perspectiva sobre o que teria levado Manson a ordenar os ataques.
O terceiro episódio acompanha as consequências dos assassinatos e o julgamento que colocou Manson no centro das atenções.
Um dos aspectos abordados é o fato de que Manson não participou fisicamente dos assassinatos. Seus seguidores foram os responsáveis pelos ataques, enquanto ele foi acusado de ter exercido influência e dado as ordens que levaram aos crimes.
O julgamento se tornou um espetáculo acompanhado pela imprensa e ajudou a consolidar a imagem de Manson como um dos criminosos mais conhecidos dos Estados Unidos.
O documentário foi criado por Joe Berlinger e produzido por Rachael Profiloski, Jen Isaacson, Jon Kamen e Tom O'Brien.