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Morre Solano Ribeiro, produtor dos históricos festivais da MPB, aos 87 anos

Responsável por eventos que projetaram nomes como Elis Regina, Chico Buarque e Edu Lobo, produtor teve papel importante na história da música brasileira

Solano Ribeiro: produtor teve papel importante nos festivais que marcaram a música brasileira nas décadas de 1960 e 1970 (Divulgação)

Solano Ribeiro: produtor teve papel importante nos festivais que marcaram a música brasileira nas décadas de 1960 e 1970 (Divulgação)

Publicado em 31 de outubro de 2026 às 15h58.

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O produtor musical e crítico Solano Ribeiro de Faria morreu neste sábado, 31, aos 87 anos, em São Paulo. A morte foi confirmada pela Rádio Cultura Brasil, onde comandava o programa semanal Solano Ribeiro e a Nova Música do Brasil.

Segundo a TV Cultura, Solano estava em seu terceiro tratamento contra o câncer. O produtor estava internado em uma clínica na capital paulista e recebia cuidados paliativos.

Solano participou da organização dos festivais de Música Popular Brasileira (MPB) que marcaram a televisão brasileira nas décadas de 1960 e 1970.

Ao longo da carreira, trabalhou em eventos transmitidos pelas TVs Excelsior, Record, Globo e Tupi. As competições contribuíram para projetar artistas como Elis Regina, Chico Buarque e Edu Lobo.

O velório de Solano Ribeiro está previsto para este sábado, 31, das 15h às 17h. A cerimônia será realizada no Cemitério Bosque da Paz, em Vargem Grande Paulista, na região metropolitana de São Paulo.

Quem foi Solano Ribeiro?

Solano Ribeiro foi um dos produtores responsáveis pela realização dos festivais de música popular que ganharam espaço na televisão brasileira a partir dos anos 1960. Em 1965, produziu o primeiro Festival Nacional da Música Popular Brasileira, exibido pela TV Excelsior.

Na ocasião, Elis Regina venceu a competição com "Arrastão", composição de Edu Lobo e Vinicius de Moraes. A apresentação contribuiu para ampliar a projeção nacional da cantora.

No ano seguinte, Solano participou da organização do festival da TV Record, que terminou com duas músicas vencedoras: "A Banda", de Chico Buarque, e "Disparada", de Geraldo Vandré e Théo de Barros.

Em 1967, também na Record, esteve envolvido na terceira edição do evento. O festival foi marcado por debates sobre o uso de guitarras elétricas na música brasileira. Naquele ano, "Ponteio", de Edu Lobo e Capinan, venceu a competição.

Trajetória de Solano Ribeiro na música brasileira

Além dos festivais da década de 1960, Solano trabalhou com artistas como Francis Hime, Nara Leão, Jair Rodrigues e Martinho da Vila.

Em 1972, participou da realização do Festival Internacional da Canção, exibido pela TV Globo. Quatro anos depois, esteve ligado ao Festival Tupi, em 1976. O produtor também se dedicou à preservação da história dos festivais de MPB.

Em 2003, publicou o livro "Prepare seu Coração: a História dos Grandes Festivais", no qual reuniu relatos sobre os bastidores das competições musicais.

Desde 2006, apresentava o programa semanal "Solano Ribeiro e a Nova Música do Brasil", na Rádio Cultura Brasil. A atração era dedicada à divulgação de novos artistas e tendências da produção musical brasileira.

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