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'Michael' vai ter continuação? Diretor diz que já filmou 'um terço' do 2º filme

Após sucesso nas bilheterias, Antoine Fuqua diz ao Deadline que já há cenas gravadas para um possível segundo filme sobre Michael Jackson

Jaafar Jackson: ator interpreta Michael Jackson no filme 'Michael'   (Glen Wilson/Lionsgate/Divulgação)

Jaafar Jackson: ator interpreta Michael Jackson no filme 'Michael' (Glen Wilson/Lionsgate/Divulgação)

Publicado em 27 de abril de 2026 às 12h09.

O sucesso de bilheteria do filme “Michael” reforçou as especulações sobre uma possível continuação da cinebiografia de Michael Jackson. Dirigido por Antoine Fuqua, o longa estreou com US$ 97 milhões nos Estados Unidos e US$ 217,4 milhões no mundo — a maior estreia global de uma cinebiografia e o melhor lançamento da carreira do cineasta, famoso por filmes como “Dia de Treinamento” e "O Protetor".

O filme termina em 1988, durante uma apresentação em Londres, ainda no auge inicial da carreira solo do artista. A escolha narrativa deixa de fora os últimos anos da vida de Michael, o que alimenta a expectativa de que a história seja retomada em um segundo filme.

Durante a produção, chegaram a ser filmadas cenas envolvendo as acusações de abuso sexual dos anos 1990, mas o material precisou ser descartado após restrições legais ligadas a acordos com o espólio do cantor. A decisão levou a refilmagens de última hora, adiou o lançamento do filme e alterou o foco da narrativa.

Em entrevista ao Deadline, Fuqua afirmou que a continuação ainda não foi confirmada, mas revelou que já há material pronto. “Fomos bastante longe. Passamos pelas alegações envolvendo Jordan que não pudemos usar. Fomos além disso. Talvez um ou dois anos depois (1995), quando as coisas começaram a ficar contra Michael”, disse.

O diretor também indicou que pretende seguir à frente do projeto caso a sequência avance. “É só uma questão de agenda. Seria um desastre se outra pessoa dirigisse a continuação”, afirmou.

A escolha do protagonista

O projeto surgiu após um encontro com o produtor Graham King, que convidou Antoine Fuqua para dirigir o longa. Até então, o cineasta ainda não havia lido o roteiro e decidiu embarcar na produção após conversas sobre a abordagem da história, com a proposta de humanizar o personagem e apresentar diferentes camadas de sua trajetória.

Segundo Fuqua, a escolha de Jaafar Jackson — sobrinho de Michael Jackson — para o papel principal foi determinante para o resultado do longa. O diretor afirmou que se impressionou já no primeiro contato com o ator, destacando sua “gentileza” e elegância, além da capacidade de incorporar o artista, inclusive em momentos improvisados durante os testes e as filmagens.

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