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Treinar modelos, avaliar respostas ou criar agentes: conheça as novas carreiras em IA

Do treinamento de modelos à criação de agentes autônomos, empresas de tecnologia reúnem profissionais com diferentes especialidades para desenvolver e aprimorar sistemas de IA

Treinar modelos, avaliar respostas ou criar agentes: conheça as novas carreiras em IA

Treinar modelos, avaliar respostas ou criar agentes: conheça as novas carreiras em IA

Publicado em 23 de outubro de 2026 às 16h36.

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Trabalhar com inteligência artificial não significa necessariamente desenvolver um modelo do zero. Por trás de ferramentas como ChatGPT e Claude, há profissionais que treinam sistemas, testam respostas, identificam falhas de segurança e desenvolvem agentes capazes de executar tarefas com diferentes níveis de autonomia.

As funções exigem competências distintas, que vão de programação e estatística a análise crítica, conhecimento de negócios e segurança digital. Vagas publicadas por empresas como OpenAI e Anthropic mostram como o setor reúne especialidades diferentes na construção e na aplicação da tecnologia.

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1. Treinamento de modelos: ensinar a IA a responder melhor

O treinamento de modelos é uma das frentes mais técnicas da inteligência artificial. Nela, pesquisadores e engenheiros trabalham com dados, experimentos e métodos matemáticos para desenvolver sistemas capazes de reconhecer padrões, seguir instruções e executar tarefas.

Uma etapa importante é o pós-treinamento, processo que aprimora um modelo já desenvolvido. O trabalho pode envolver exemplos de respostas desejadas, avaliações humanas ou automatizadas e ajustes para melhorar o comportamento do sistema.

Na OpenAI, por exemplo, há vagas ligadas ao treinamento de agentes e ao desenvolvimento de métodos para aperfeiçoar suas capacidades. Essas posições costumam exigir experiência em aprendizado de máquina, engenharia de software, estatística ou áreas relacionadas.

2. Avaliação de IA: testar respostas e encontrar falhas

Nem toda resposta convincente de um sistema de IA está correta. Por isso, outra frente profissional se dedica a medir a qualidade, a consistência e a segurança dos resultados.

Esses profissionais desenvolvem testes, comparam respostas com critérios definidos e investigam situações em que o sistema apresenta erros. O processo é conhecido como avaliação de modelos, ou AI evaluation.

Uma atividade relacionada é o red teaming, que consiste em testar deliberadamente os limites de um sistema para encontrar vulnerabilidades. Em uma aplicação corporativa, por exemplo, o teste pode verificar se um assistente revela informações confidenciais ou segue instruções maliciosas.

O trabalho pode reunir pesquisadores, engenheiros de segurança e especialistas no domínio em que a IA será utilizada. A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) descreve a avaliação adversarial como uma das práticas adotadas por desenvolvedores para identificar riscos nos sistemas.

Como desenvolver habilidades em inteligência artificial para o trabalho

Conhecer os fundamentos da IA também ajuda profissionais de outras áreas a compreender como a tecnologia pode ser aplicada em suas atividades. Entender as limitações dos modelos, formular instruções claras e avaliar resultados são habilidades úteis para quem trabalha com comunicação, marketing, operações ou gestão.

Para quem deseja começar, o Pré-MBA em IA da Saint Paul, em parceria com a EXAME, oferece quatro aulas práticas, online, por R$ 37, como uma possibilidade de introdução ao tema.

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3. Engenharia de agentes: criar sistemas que executam tarefas

Os agentes de IA são sistemas que podem planejar etapas, utilizar ferramentas e executar sequências de ações para cumprir um objetivo. Diferentemente de um chatbot que apenas responde a perguntas, um agente pode, por exemplo, consultar fontes, organizar informações e interagir com outros softwares.

O desenvolvimento desses sistemas envolve profissionais que projetam fluxos de execução, conectam modelos a ferramentas externas e testam se as tarefas são realizadas de maneira confiável. Dependendo da aplicação, também é necessário estabelecer limites de acesso e mecanismos de supervisão humana.

A OpenAI mantém vagas relacionadas à engenharia de agentes e à aplicação de IA em produtos e processos de empresas. Em São Paulo, a companhia também divulga posições de engenharia aplicada que combinam desenvolvimento técnico, avaliação de modelos e implementação de soluções para clientes.

4. Quais competências essas carreiras exigem?

Os requisitos variam conforme a função. Cargos voltados à pesquisa e ao treinamento de modelos tendem a exigir conhecimentos técnicos aprofundados. Já posições de engenharia aplicada combinam programação, integração de sistemas e compreensão das necessidades dos usuários.

Na avaliação, raciocínio analítico, elaboração de testes e conhecimento do contexto de uso ajudam a identificar erros que métricas isoladas podem não revelar. Em segurança, é importante entender como sistemas podem falhar ou ser manipulados.

Também existem oportunidades em áreas não técnicas. A Anthropic, responsável pelo Claude, afirma buscar profissionais de políticas públicas, operações e negócios, além de pesquisadores e engenheiros. A empresa destaca a diversidade de experiências entre seus funcionários técnicos, embora os requisitos variem de acordo com a vaga.

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