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Ex-funcionárias denunciam Julio Iglesias por agressão sexual e trabalho forçado

Em nova denúncia, as mulheres relatam supostas "situações contínuas de assédio e agressões sexuais", além de "condições de trabalho forçado e degradantes"

Julio Iglesias: nova ação foi apresentada na quinta-feira, 3 (RONALDO SCHEMIDT/AFP)

Julio Iglesias: nova ação foi apresentada na quinta-feira, 3 (RONALDO SCHEMIDT/AFP)

Naty Falla
Naty Falla

Repórter

Publicado em 4 de setembro de 2026 às 17h11.

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Duas ex-funcionárias do Julio Iglesias apresentaram uma nova denúncia contra o cantor por suposta agressão sexual, assédio e trabalho forçado. A ação foi anunciada nesta sexta-feira, 4, pela ONG Women's Link Worldwide, que representa as mulheres.

As duas já tinham denunciado Iglesias em janeiro. Na ocasião, a Justiça espanhola arquivou o caso por entender que não tinha competência para julgar fatos que teriam ocorrido nas Bahamas e na República Dominicana, onde as mulheres afirmam ter trabalhado para o cantor em 2021.

Segundo a organização, a nova ação foi apresentada na quinta-feira, 3. As ex-funcionárias relatam supostas "situações contínuas de assédio e agressões sexuais", além de "condições de trabalho forçado e degradantes".

A Women's Link Worldwide afirma que os tribunais espanhóis podem analisar o caso com base em uma lei que permite investigar e processar crimes cometidos fora do país quando há vínculos relevantes com a Espanha. A entidade diz que a legislação se aplica quando um cidadão espanhol é acusado de cometer no exterior um ato que também é considerado crime no país onde ocorreu.

"O Estado espanhol tem a obrigação de garantir o acesso à Justiça em condições de igualdade, independentemente de quem seja a pessoa denunciada", afirmou a diretora-executiva da organização, Jovana Ríos Cisnero.

Em janeiro, a Procuradoria da Audiência Nacional, tribunal de Madri especializado em casos complexos e crimes cometidos por espanhóis no exterior, informou que o arquivamento não impedia as mulheres de recorrerem a outras instâncias judiciais.

Iglesias, de 82 anos, negou as acusações e classificou os relatos como "absolutamente falsos". O cantor afirmou que nunca "abusou, coagiu ou desrespeitou qualquer mulher".

Nascido em 1943, Iglesias vendeu mais de 300 milhões de discos e alcançou projeção internacional a partir da década de 1970. Entre suas músicas mais conhecidas estão "Soy un truhán, soy un señor", "Gwendolyne" e "Me olvidé de vivir".

(Com AFP)

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