Política

Eleições 2026: Lula alerta que extremismo 'segue vivo' e voltará às urnas

Presidente cobra atuação da ONU e defende soberania eleitoral diante de tensões globais.

Presidente cobra atuação da ONU e defende soberania eleitoral diante de tensões globais. (Getty Images)

Presidente cobra atuação da ONU e defende soberania eleitoral diante de tensões globais. (Getty Images)

Ana Dayse
Ana Dayse

Colaboradora

Publicado em 18 de abril de 2026 às 10h35.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou neste sábado, 18, que o extremismo no Brasil permanece ativo e deve disputar as eleições 2026, mesmo após condenações relacionadas à tentativa de golpe em 2022. A declaração foi feita durante evento internacional na Espanha e reforça o debate sobre polarização política, democracia e segurança institucional no país.

Segundo Lula, embora o Brasil tenha responsabilizado envolvidos nos atos antidemocráticos, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro, o movimento extremista “continua vivo” e deve participar novamente do processo eleitoral.

Extremismo e eleições 2026 no Brasil

Lula destacou que o cenário político brasileiro para as eleições deste ano ainda enfrenta tensões ideológicas e disputas acirradas, com a presença de grupos considerados radicais no ambiente democrático.

Com Bolsonaro inelegível e condenado, o campo político ligado ao ex-presidente deve ser representado por Flávio Bolsonaro, apontado como possível candidato no próximo pleito presidencial.

Lula critica interferência internacional nas eleições

Durante a agenda na Europa, o presidente também afirmou que líderes estrangeiros não devem interferir em eleições de outros países, defendendo o princípio da soberania eleitoral.

Ainda, Lula voltou a fazer críticas à Organização das Nações Unidas. O presidente argumentou que a entidade precisa atuar de forma mais eficaz para regular plataformas digitais globalmente e conter a disseminação de desinformação em processos democráticos.

O presidente ainda cobrou maior protagonismo do secretário-geral António Guterres, sugerindo a convocação de reuniões extraordinárias diante de crises internacionais e ameaças à democracia.

Agenda internacional e relações diplomáticas

A declaração sobre o extremismo nas eleições de 2026 ocorreu durante compromissos oficiais na Espanha, onde Lula participou de encontros bilaterais e fóruns voltados à defesa da democracia, governança global e cooperação internacional. Ao lado do primeiro-ministro Pedro Sánchez, o presidente brasileiro integrou a cúpula Brasil-Espanha em Barcelona.

A agenda internacional inclui ainda visitas à Alemanha e Portugal, com foco em relações exteriores, economia e articulação política internacional.

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