Flávio Bolsonaro lidera entre homens (53,5%) e eleitores de 25 a 59 anos. (Divulgação)
Colaboradora
Publicado em 18 de abril de 2026 às 11h14.
A corrida pelas eleições 2026 no estado de São Paulo mostra um cenário competitivo já no 1º turno e vantagem de Flávio Bolsonaro no 2º turno contra Luiz Inácio Lula da Silva, segundo levantamento da Paraná Pesquisas realizado entre 11 e 14 de abril de 2026.
De acordo com os dados, Flávio Bolsonaro aparece com 48,1% das intenções de voto no 2º turno, enquanto Lula soma 40,3% entre os eleitores paulistas.
No cenário estimulado do 1º turno das eleições 2026, a diferença entre os dois principais candidatos está dentro da margem:
O levantamento indica ainda presença de outros nomes no campo eleitoral, como Ronaldo Caiado (2,9%) e Romeu Zema (2,6%), além de percentuais residuais de outros pré-candidatos.
Já na pesquisa espontânea — quando não há lista prévia de candidatos — Lula aparece com 21,9%, enquanto Flávio Bolsonaro registra 18,9%, com alta taxa de indecisos (45,1%).
Em comparação com o levantamento anterior, feito em fevereiro de 2026, o cenário mostra leve oscilação: Lula caiu de 40,5% para 36%, enquanto Flávio variou de 36,6% para 39,3%.
No cenário direto de 2º turno das eleições 2026 em SP, Flávio Bolsonaro mantém liderança:
Os dados segmentados da pesquisa revelam diferenças relevantes no comportamento do eleitorado paulista:
O levantamento da Paraná Pesquisas foi realizado com 1.600 eleitores em 80 municípios de São Paulo, com margem de erro de 2,5 pontos percentuais e nível de confiança de 95%. As entrevistas foram presenciais e a amostra considerou variáveis como gênero, faixa etária, escolaridade e renda.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o extremismo eleitoral no Brasil permanece ativo e deve voltar a disputar as eleições 2026, mesmo após as condenações relacionadas aos atos antidemocráticos de 2022.
Segundo Lula, o país conseguiu responsabilizar lideranças e envolvidos, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro, mas isso não eliminou a presença de grupos radicais no cenário político.
Para o presidente, o ambiente eleitoral segue marcado por polarização, disputas ideológicas e mobilização de bases extremistas, o que deve influenciar diretamente o próximo pleito.