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Zuckerberg encara segundo dia de testemunho no Congresso dos EUA

Os parlamentares aproveitam a rara oportunidade para apresentar queixas sobre a empresa diretamente a seu presidente

Zuckerberg: o magnata da internet deve depor a partir das 11h (horário de Brasília) (Aaron P. Bernstein/Reuters)

Zuckerberg: o magnata da internet deve depor a partir das 11h (horário de Brasília) (Aaron P. Bernstein/Reuters)

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Reuters

Publicado em 11 de abril de 2018 às 08h39.

Última atualização em 11 de abril de 2018 às 08h42.

San Francisco - O presidente-executivo do Facebook, Mark Zuckerberg, retorna ao Congresso dos Estados Unidos nesta quarta-feira para mais questionamentos de parlamentares que têm uma rara chance de apresentar queixas sobre a empresa diretamente ao presidente da maior rede social do mundo.

O magnata da internet deve depor a partir das 11h (horário de Brasília) no Comitê de Energia e Comércio da Câmara dos Deputados, um dia depois de ter respondido questionamentos por quase cinco horas no Senado dos EUA.

Zuckerberg, vestindo um terno escuro em vez de sua camiseta cinza habitual, navegou pela primeira audiência na terça-feira sem fazer mais promessas de apoiar uma nova legislação ou de mudar a forma como a rede social faz negócios, frustrando as tentativas de senadores de enquadrá-lo.

Os investidores ficaram impressionados com seu desempenho inicial. As ações do Facebook registraram seu maior ganho diário em quase dois anos, fechando em alta 4,5 por cento na terça-feira.

O Facebook está em turbulência há quase um mês, desde que veio à tona que milhões de informações pessoais de usuários foram colhidas erroneamente do site pela Cambridge Analytica, uma consultoria política que teve a campanha eleitoral do presidente Donald Trump entre seus clientes. A última estimativa dos usuários afetados é de até 87 milhões.

A paciência com a rede social já estava desgastada entre usuários, anunciantes e investidores depois que a empresa disse no ano passado que a Rússia usou o Facebook durante anos para tentar influenciar a política dos EUA, uma alegação que Moscou nega.

Os congressistas norte-americanos buscaram garantias de que o Facebook possa efetivamente se policiar, e poucos saíram da audiência de terça-feira expressando confiança na rede social.

"Eu não quero votar para ter que regulamentar o Facebook, mas, por Deus, eu irei", disse o senador republicano John Kennedy a Zuckerberg na terça-feira. "Muito disso depende de você."

Zuckerberg se esquivou dos pedidos para apoiar legislação específica. Pressionado repetidamente pelo senador democrata Ed Markey para endossar uma proposta de lei que exige que as empresas obtenham a permissão das pessoas antes de compartilhar informações pessoais, Zuckerberg concordou em continuar as conversas.

"Em princípio, eu acho que isso faz sentido, e os detalhes importam, e estou ansioso para que nossa equipe trabalhe com vocês para desenvolver isso", disse Zuckerberg.

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