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XP vê lucro mais que dobrar com corrida do pequeno investidor à bolsa

Ativos sob custódia saltaram 59%, para 436 bilhões de reais.

XP Investimentos (Germano Lüders/Exame)

XP Investimentos (Germano Lüders/Exame)

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Reuters

11 de agosto de 2020, 19h09

O lucro da corretora de valores XP Investimentos mais do que dobrou no segundo trimestre deste ano, impulsionado pela migração de investidores para a bolsa de valores enquanto a taxa básica de juros do país recuava para a mínima de todos os tempos.

A companhia de investimentos teve receita bruta de 2,04 bilhões de reais no período de abril a junho de 2030, uma alta de 65% em relação ao mesmo período de 2010. O lucro líquido subiu 137% no mesmo período, para 540 milhões de reais. Os ativos sob custódia saltaram 59%, para 436 bilhões de reais.

Estamos vivendo um "período histórico no Brasil, com as baixas taxas de juros aumentando a busca por educação financeira e melhores alternativas de investimento", escreveu Guilherme Benchimol, fundador e presidente da XP, no relatório de resultados.

A companhia tem se beneficiado da queda na taxa básica de juros. No início do mês, o Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) decidiu 5, cortar a taxa Selic, de 2,25% para 2% ao ano — o menor patamar histórico. Trata-se do nono corte na Selic consecutivo no atual ciclo de baixa iniciado em julho do ano passado.

Como consequência, em julho os brasileiros injetaram pouco mais de 9,5 bilhões de reais na bolsa. Somente em julho, 175.890 novas contas de diferentes agentes de custódia passaram a comprar e vender papéis na B3, totalizando no ano 2,84 milhões de CPFs e CNPJs. Levando em consideração apenas as pessoas físicas, que somam 2,82 milhões, as mulheres respondem por apenas 24,6% do total.