Negócios

Venezuela terá que pagar US$ 900 milhões a Exxon

O valor é 10 vezes menor que o exigido pela maior empresa americana do setor de petróleo

A decisão é consequência da nacionalização pelo governo venezuelano dos ativos da companhia petrolífera (Rafael Navarro/AFP)

A decisão é consequência da nacionalização pelo governo venezuelano dos ativos da companhia petrolífera (Rafael Navarro/AFP)

DR

Da Redação

Publicado em 4 de janeiro de 2012 às 14h29.

Nova York - O grupo petroleiro americano ExxonMobil receberá mais de 900 milhões de dólares de indenização pela expropriação de um de seus ativos na Venezuela em 2007, de acordo com a decisão de um painel internacional de arbitragem.

O valor é 10 vezes menor que o exigido pela maior empresa americana do setor de petróleo, segundo a imprensa.

A decisão da Câmara de Comércio Internacional, que tem sede em Paris, é consequência da nacionalização pelo governo venezuelano dos ativos da ExxonMobil na Faixa de Orinoco, uma zona de 55.314 quilômetros quadrados no oriente da Venezuela que possui 220 bilhões de barris em reservas de petróleo pesado e extrapesado.

O veredicto não encerra a disputa entre a empresa e o governo da Venezuela, pois ainda existem processos em curso. Outros grupos expropriados pelo governo do presidente Hugo Chávez, como a ConocoPhillips, também entraram na justiça para obter uma indenização.

Segundo uma mensagem eletrônica da ExxonMobil divulgada pela imprensa, o tribunal arbitral reconheceu que a estatal Petróleos de Venezuela (PDVSA) "tinha uma dívida contratual com a ExxonMobil" e terá que pagar 907,588 milhões de dólares.

Acompanhe tudo sobre:EmpresasPolítica no BrasilIndústria do petróleoEmpresas americanasExxonAmérica LatinaProtestosVenezuelaProcessos judiciaisEstatização

Mais de Negócios

EUA impõe novas sanções ao Irã e alerta sobre pedágio em Ormuz

Como esta fintech planeja integrar pagamentos entre Brasil e Paraguai

Supermercados BH e dono do EPA unem operações, superam 600 lojas e R$ 35 bilhões em vendas

Há 110 anos da mesma família, um dos hotéis mais antigos do país inova para concorrer com gigantes