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Vale do Rosário é vendida a minoritários

Contrato de venda da segunda maior usina de açúcar e álcool do país foi assinado na manhã desta terça-feira (27/2)

EXAME.com (EXAME.com)

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Da Redação

Publicado em 10 de outubro de 2010 às 03h39.

Será anunciado a qualquer momento o fim da disputa pela Vale do Rosário, segunda maior produtora de açúcar e álcool do país. O grupo de acionistas minoritários liderado pelo vice-presidente da empresa, Cícero Junqueira Franco, exerceu seu direito de preferência e comprou na manhã desta terça-feira (27/2) o controle da usina por mais de 800 milhões de reais. Os minoritários já tinham 49,8% das ações da companhia. O contrato foi assinado nesta manhã na sede do escritório de advocacia Pinheiro Neto, assessor dos compradores.

A disputa pela Vale do Rosário começou em janeiro, quando a Cosan fez uma oferta hostil pelo controle da usina. Iniciou-se uma batalha entre outros interessados, que incluíam as multinacionais Bunge e Cargill. O grupo de acionistas minoritários conseguiu junto ao Bradesco uma linha de crédito de 1,35 bilhão de reais para cobrir a oferta da Cosan, que entrou na Justiça com um pedido de liminar. A intenção era impedir o financiamento do Bradesco, mas o pedido foi negado pela Justiça na semana passada, e o caminho foi aberto para que a negociação com os minoritários fosse concluída.

Segundo executivos próximos à negociação, a partir de agora os novos controladores da Vale do Rosário buscarão o investimento de fundos de private equity, como a GG Investimentos, do ex-ministro Antonio Kandir, e a Gávea, do ex-presidente do Banco Central Armínio Fraga. O passo seguinte seria a abertura de capital da empresa na bolsa de valores de São Paulo.

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