Trump: fala do presidente está no centro das discussões sobre movimentação atípica do petróleo. (Roberto Schmidt/Getty Images)
Repórter
Publicado em 17 de março de 2026 às 13h12.
Última atualização em 17 de março de 2026 às 13h15.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira, 17, que não precisa mais da ajuda de aliados da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) na operação militar contra o Irã. A declaração foi feita em publicação na rede Truth Social, após países do bloco resistirem a se envolver diretamente no conflito.
“Fomos informados pela maioria de nossos aliados da Otan de que eles não querem se envolver em nossa operação militar contra o regime terrorista do Irã”, escreveu Trump. Segundo ele, a recusa ocorre apesar de “quase todos os países concordarem com o que estamos fazendo” e de que o Irã não pode, “de forma alguma”, ter uma arma nuclear.
O presidente disse ainda que, após o que classificou como sucesso militar dos Estados Unidos, a ajuda externa deixou de ser necessária. “Não precisamos mais, nem desejamos, a assistência dos países da Otan. Nunca precisamos”, afirmou.
Ele também declarou que não conta com apoio de países como Japão, Austrália e Coreia do Sul.
"Na verdade, falando como presidente dos Estados Unidos, de longe o país mais poderoso do mundo, não precisamos da ajuda de ninguém", escreveu Trump.
Em entrevista ao Financial Times no domingo, Trump havia pressionado aliados a ajudar a reabrir o Estreito de Ormuz, rota por onde passa cerca de um quinto do petróleo mundial.
Na ocasião, o presidente afirmou que a Otan poderia enfrentar um “futuro muito ruim” caso os aliados não colaborassem com os Estados Unidos na operação para liberar a passagem, bloqueada após a guerra entre EUA, Israel e Irã.
Trump também pediu apoio de países como China, França, Japão, Coreia do Sul e Reino Unido, incluindo o envio de navios varredores de minas e outras formas de atuação militar na região.
Na publicação desta terça, porém, o presidente afirmou que os Estados Unidos já “dizimaram” a capacidade militar iraniana, citando a destruição de forças navais, aéreas e sistemas de defesa.
Apesar do tom mais assertivo, Trump manteve críticas à Otan, reiterando que os Estados Unidos gastam grandes quantias para proteger aliados sem receber o mesmo nível de apoio em momentos de necessidade.
O presidente havia dito ao Financial Times que esperava uma resposta dos parceiros e que a ausência de apoio poderia afetar o futuro da aliança.