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TIM é ativo estratégico para Telecom Italia, diz Genish

A TIM é sempre um alvo de especulações sobre venda pela Telecom Italia, que acumula dívida de 26 bilhões de euros

TIM: "Vemos a TIM como um ativo central, estratégico para a companhia", disse Genish (Jason Alden/Bloomberg)

TIM: "Vemos a TIM como um ativo central, estratégico para a companhia", disse Genish (Jason Alden/Bloomberg)

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Reuters

Publicado em 10 de novembro de 2017 às 18h35.

O novo presidente-executivo da Telecom Italia, Amos Genish, jogou nesta sexta-feira um balde de água fria em especulações sobre uma potencial venda da operação brasileira do grupo, a TIM , afirmando que operadora é um ativo estratégico para a companhia italiana.

Desde que foi apontado como novo presidente-executivo da Telecom Italia no mês passado, o mercado vinha especulando sobre as opções a serem escolhidas pelo executivo que já foi presidente da Telefônica Brasil .

A TIM é sempre um alvo de especulações sobre venda pela Telecom Italia, que acumula dívida de 26 bilhões de euros.

"Vemos a TIM como um ativo central, estratégico para a companhia", disse Genish depois que a Telecom Italia divulgou mais cedo resultados de terceiro trimestre abaixo do esperado. "É parte de nossos parâmetros estratégicos e a vemos assim seguindo adiante. Tem muito valor que pode ser criado na TIM nos próximos anos. A economia brasileira está se recuperando."

A TIM divulgou nesta semana resultado de terceiro trimestre com crescimento de margem de lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) pelo 16º trimestre consecutivo, algo que executivos da companhia disseram que deverá continuar nos próximos períodos.

A Telecom Italia perdeu seu presidente-executivo em julho, depois que o maior acionista da companhia, o grupo francês Vivendi , ampliou seu controle sobre a companhia.

O executivo tornou prioridade para a companhia o crescimento da empresa na Itália, mas nesta sexta-feira a Telecom Italia afirmou que o crescimento da receita desacelerou para menos de 1 por cento no terceiro trimestre ante 4 por cento nos três meses imediatamente anteriores.

O lucro na Itália caiu 6 por cento e o Ebitda da companhia caiu 2,5 por cento, para 2,1 bilhões de euros.

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