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Terreno da Volks pode abrigar conjunto de casas populares

Os sem-tetos que realmente quiserem morar em frente à fábrica da Volkswagen, em São Bernardo do Campo, ainda têm uma chance. Há alguns meses, a montadora vem negociando a venda do terreno de 170 000 metros quadrados, onde funcionava sua antiga fábrica de caminhões, e que esteve ocupado durante 19 dias pelo Movimento dos Trabalhadores […]

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Da Redação

Publicado em 14 de outubro de 2010 às 13h16.

Os sem-tetos que realmente quiserem morar em frente à fábrica da Volkswagen, em São Bernardo do Campo, ainda têm uma chance. Há alguns meses, a montadora vem negociando a venda do terreno de 170 000 metros quadrados, onde funcionava sua antiga fábrica de caminhões, e que esteve ocupado durante 19 dias pelo Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto( MTST). Segundo fontes da empresa, as conversações mais promissoras envolvem uma construtora da região do ABC paulista que pretende erguer um conjunto de casas populares no local.

De propriedade da Volkswagen desde 1981, o terreno vizinho à sede da montadora em São Bernardo do Campo foi invadido no dia 19/7 pelos sem-tetos. O acampamento chegou a abrigar 1 000 pessoas, que foram retiradas pacificamente, na última quinta feira, 7, numa operação conduzida pela Polícia Militar de São Paulo, atendendo à determinação de reintegração de posse decretada pelo 1o Tribunal de Alçada Civil do Estado.

A ocupação do terreno, que ganhou destaque na mídia internacional, em particular após o assassinato do repórter fotográfico Luis Antônio da Costa, chegou a criar um mal entendido no QG mundial da Volkswagen, em Wolfsburg, na Alemanha. Como a ocupação coincidiu com o anúncio da subsidiária brasileira Volks de que iria colocar em disponibilidade cerca 4 000 empregados, ao ver cenas que mostravam um mar de barracas de plástico preto, com sua logomarca fundo, alguns executivos alemães chegaram a confundir os invasores com funcionários da própria montadora.

O equívoco foi desfeito após pacientes explicações dos executivos do grupo no Brasil de que uma coisa não tinha a ver nada com a outra.

Colaborou Clayton Netz

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