Negócios

Sua startup quer captar em 2026? Maior investidora-anjo do Brasil dá 5 dicas

No programa 'Choque de Gestão', Cláudia Rosa ajudou startup que quer captar capital para crescer. Aqui vão as lições

Cláudia Rosa, maior investidora-anjo do Brasil: o investidor não busca apenas um "propósito nobre", mas eficiência, planejamento e capacidade de execução (Germano Lüders/Exame)

Cláudia Rosa, maior investidora-anjo do Brasil: o investidor não busca apenas um "propósito nobre", mas eficiência, planejamento e capacidade de execução (Germano Lüders/Exame)

Publicado em 2 de janeiro de 2026 às 09h22.

Tudo sobreChoque de Gestão
Saiba mais

Os sócios Luis Klöppel e Alexandre Sathler enfrentam uma barreira comum a milhares de fundadores de startups: eles dominam o produto, mas ainda tropeçam no caminho para o capital.

À frente da Regen, uma startup focada em reflorestamento e regeneração ambiental, a dupla sentia o peso da incerteza sobre como e quando buscar recursos para escalar o impacto do negócio.

Para solucionar esse dilema, eles participaram do Choque de Gestão, programa da EXAME onde grandes nomes do empresariado mergulham na realidade de PMEs. Quem assumiu o desafio de guiar a Regen foi Cláudia Rosa, considerada a maior investidora-anjo do Brasil.

yt thumbnail

Rosa trouxe um choque de realidade: o investidor não busca apenas um "propósito nobre", mas eficiência, planejamento e capacidade de execução.

Abaixo, resumimos as 5 lições fundamentais que ela deixou para a Regen — e que servem para qualquer startup que planeja captar em 2026.

1) Preparação e planejamento de agenda

Não saia buscando investidores de forma reativa. Cláudia enfatiza que o processo de captação consome muito tempo dos fundadores e, se não for planejado, o faturamento da empresa pode cair enquanto os sócios tomam cafés e fazem reuniões.

  • A dica: Reserve janelas específicas na sua agenda para o "fundraising" e organize toda a documentação antes de começar as conversas.

2) Plano financeiro estratégico

Investidores buscam resultados, escala e performance. Você precisa ter clareza absoluta sobre:

  • Por que está buscando esse investimento?
  • Como o capital será alocado?
  • De que forma esse aporte ajudará a empresa a crescer e ganhar mercado?

Lembre-se: o melhor dinheiro para uma startup ainda é o dinheiro do cliente.

3) O "salto da fé" e amadurecimento

Muitos fundadores têm perfis conservadores, o que é bom para a gestão, mas pode limitar o crescimento.

Cláudia alerta que, em algum momento, é necessário enfrentar medos e dar um "salto da fé" para escalar o negócio. Se os donos se limitam, a empresa também se limita.

ASSISTA A TODOS EPISÓDIOS DO CHOQUE DE GESTÃO CLICANDO AQUI

4) Fortalecimento de comercial e marketing

Não adianta ter uma tecnologia incrível se o mercado não a conhece. A investidora recomenda potencializar canais de venda e marketing que já existem.

  • Posicionamento: Os fundadores devem se posicionar como especialistas e criar conteúdos direcionados para atrair não apenas clientes, mas também a atenção de grandes CEOs e fundos de Venture Capital.

5) Tecnologia a favor da gestão

Use a tecnologia não apenas no seu produto final, mas na gestão e liderança. Acompanhe tendências e busque ferramentas que ajudem na escala da operação e na organização interna. A eficiência operacional é um dos pontos que investidores mais observam ao realizar o valuation de uma startup.

Acompanhe tudo sobre:StartupsChoque de Gestão

Mais de Negócios

Essa empresa mudou de estratégia após crítica e chegou a US$ 50 bilhões por ano

Lembra dela? O que aconteceu com a faca Ginsu, fenômeno dos anos 1990

Quanto faturam os 10 maiores supermercados no Brasil? Veja a lista

Um ex-jogador e um executivo transformaram galeto num negócio de R$ 50 milhões