Siemens pode fazer IPO reverso na área de tecnologia de saúde

A Siemens ainda não deu mandato a nenhum banco, disseram fontes, levantando questões sobre se a companhia poderá listar o negócio neste ano

Frankfurt - A Siemens pode fundir seu negócio de saúde de 15 bilhões de dólares com um concorrente listado como opção a uma listagem de ações, disse seu chefe financeiro, acrescentando que o grupo industrial alemão não tomará uma decisão precipitada.

O grupo que produz de trens a turbinas de geração de energia anunciou em novembro que queria listar a área de tecnologia médica, permitindo à área levantar recursos próprios para se adaptar a novas tendências, como análise de genoma, gerenciamento de saúde ou software e serviços.

Mas a Siemens ainda não deu mandato a nenhum banco, disseram várias fontes à Reuters, levantando questões sobre se a companhia poderá listar o negócio chamado Healthineers neste ano, como era esperado.

Em teleconferência após a divulgação dos resultados trimestrais da Siemens, o vice-presidente de finanças, Ralf Thomas, disse que a Siemens nunca fixou um prazo e que considera "duas ou três" opções para uma listagem.

Ela poderia vender novas ações numa oferta inicial clássica, como fez com a fabricante de chips Infineon, cindir o negócio entre atuais acionistas, como fez com o braço de iluminação Osram, ou fundir a área com uma empresa já listada, como aconteceu com a operação de energia eólica e o grupo espanhol de energias renováveis ​​Gamesa.

Perguntado se a Healthineers poderia ser fundida com uma empresa listada, Thomas disse a repórteres: "Naturalmente estamos olhando todas as opções teoricamente possíveis. Eu não excluiria nada."

Dois executivos de bancos familiarizados com a Siemens mencionaram a fabricante de dispositivos médicos Varian, empresa com menos de um quarto das vendas da Healthineers, como potencial parceira que a Siemens analisou no passado.

A Varian, com sede na Califórnia, não respondeu imediatamente a um pedido de comentário.

A área de saúde, cujo negócio principal é de grandes equipamentos de imagem médica, foi o único dos negócios da Siemens a não bater as expectativas de lucro do mercado no segundo trimestre fiscal do grupo até o final de março.

O lucro da unidade subiu 6 por cento, para 588 milhões de euros, abaixo da expectativa média do mercado, de 620 milhões de euros.

No geral, a Siemens bateu as previsões de mercado com um aumento de 1 por cento nas encomendas, de 5 por cento na receita e de 18 por cento no lucro industrial, elevando sua margem industrial para 12,1 por cento.

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