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Apresentado por SICREDI

Sicredi cresce em resultado, base de associados e presença no Brasil

Resultado de R$ 7,5 bilhões em 2025 reflete expansão da instituição financeira cooperativa, que reúne 10 milhões de associados e atua em cerca de 2,2 mil municípios

Sicredi: empresa fechou 2025 com um crescimento de 13% em relação ao ano anterior (SICREDI/Divulgação)

Sicredi: empresa fechou 2025 com um crescimento de 13% em relação ao ano anterior (SICREDI/Divulgação)

EXAME Solutions
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Publicado em 24 de abril de 2026 às 13h42.

Em um cenário de avanço do cooperativismo de crédito no país, o Sicredi encerrou 2025 com resultado de R$ 7,5 bilhões, crescimento de 13% em relação ao ano anterior. O desempenho é acompanhado pela expansão da base de associados e pela ampliação da presença territorial da instituição financeira cooperativa no Brasil.

O movimento evidencia a consolidação de uma estratégia baseada na proximidade com os associados e na atuação regionalizada. Com isso, o Sicredi atingiu R$ 455 bilhões em ativos totais, alta de 14,6% frente a 2024. A carteira de crédito alcançou R$ 289 bilhões, avanço de 12,2%, com destaque para o segmento agro. Considerando as operações de crédito rural, CPRs e moeda estrangeira, a carteira agro atingiu R$ 118,8 bilhões.

Segundo Alexandre Barbosa, diretor executivo de Administração e Finanças do Sicredi, os resultados vão além do desempenho financeiro. “Mais do que os números, esse desempenho evidencia a força do modelo cooperativo, que transforma resultado financeiro em retorno direto aos associados e em desenvolvimento para as regiões onde estamos presentes”, afirma.

Crescimento da base e diversificação

No Sicredi, o modelo cooperativo se estrutura a partir da participação direta dos associados, que atuam como donos do negócio, com direito a voto nas decisões e participação nos resultados. Do resultado total registrado em 2025, R$ 3,4 bilhões serão distribuídos diretamente aos associados, reforçando a lógica de retorno do crescimento à própria base.

Esse formato permite alinhar a atuação da instituição às demandas locais, combinando relacionamento próximo, conhecimento das economias regionais e oferta de soluções financeiras adaptadas a diferentes perfis.

Na prática, cria-se um ciclo em que o desempenho retorna aos próprios associados, seja por meio da distribuição de resultados, seja por condições mais competitivas em produtos e serviços, além de investimentos nas comunidades onde a instituição está presente.

O Sicredi atualmente conta com mais de 10 milhões de associados. A base é composta majoritariamente por pessoas físicas (77%), além de pessoas jurídicas (16%) e produtores rurais (7%).

Em 2025, a instituição também registrou R$ 31,1 bilhões em benefícios econômicos gerados aos associados, alta de 22% em relação ao ano anterior. O indicador considera a diferença entre as taxas médias de crédito e a remuneração de depósitos praticadas pelo Sicredi em relação à média do Sistema Financeiro Nacional, além da distribuição de resultados, do pagamento de juros ao capital e dos investimentos em ações educacionais e sociais.

Presença física e estratégia territorial

Aliada à alternativa de atendimento por meio digital, a presença física segue como um dos pilares da estratégia de crescimento. Ao contrário de modelos concentrados em grandes centros, o Sicredi mantém atuação distribuída, com foco na capilaridade e no atendimento local.

Em 2025, a instituição superou a marca de três mil agências no Brasil, com a inauguração de 190 novas unidades e investimento de aproximadamente R$ 295 milhões.

Atualmente, o Sicredi está presente em mais de 2,2 mil municípios. Em mais de 200 cidades do Brasil, é a única instituição financeira com presença física. Essa capilaridade, segundo a instituição financeira cooperativa, permite maior conhecimento da realidade local, aprimora a gestão de risco e fortalece o relacionamento com os associados.

“A presença física e os canais digitais são complementares, não excludentes. As agências continuam sendo espaços estratégicos de relacionamento, confiança e orientação financeira, sobretudo em municípios onde o acesso a serviços financeiros ainda é limitado”, diz Barbosa.

Modelo cooperativo e desenvolvimento local

No cooperativismo de crédito, a presença territorial está diretamente associada ao desenvolvimento econômico regional. Um estudo realizado pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (FIPE), em parceria com a Organização das Cooperativas do Brasil (OCB), indica que os municípios onde há cooperativas de crédito registram, em média, incremento de cerca de 10% no PIB per capita, além de aumento de 15,1% no número de vagas de emprego e de 15,6% no total de estabelecimentos comerciais.

Ao ampliar o acesso a serviços financeiros e reinvestir recursos nas próprias comunidades, o cooperativismo de crédito contribui para a geração de renda, o estímulo ao empreendedorismo e a circulação de recursos na economia regional, criando um ciclo de desenvolvimento de longo prazo.

“Essa combinação sustenta a continuidade da expansão e reforça o papel do cooperativismo como alternativa para ampliar a inclusão financeira e apoiar o desenvolvimento das regiões onde atua”, conclui Barbosa.

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