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Apresentado por SENAI

SENAI amplia inovação para acelerar a transição energética da indústria

Rede nacional de institutos expande projetos em hidrogênio, captura de carbono e bioenergia para sustentar a nova industrialização de baixo carbono

Inovação e sustentabilidade: estratégia do SENAI tem investimento em projetos para ajudar no processo de descarbonização das indústrias em mercados pressionados por metas climáticas (Renata Moura/SENAI/Divulgação)

Inovação e sustentabilidade: estratégia do SENAI tem investimento em projetos para ajudar no processo de descarbonização das indústrias em mercados pressionados por metas climáticas (Renata Moura/SENAI/Divulgação)

EXAME Solutions
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Publicado em 12 de dezembro de 2025 às 17h21.

Última atualização em 30 de dezembro de 2025 às 11h25.

O avanço da transição energética na indústria brasileira depende de tecnologia, formação profissional e articulação institucional. O SENAI, braço de educação técnica e inovação do Sistema Indústria, consolidou-se como o principal operador dessa agenda ao conectar empresas, governo e centros de pesquisa em projetos que miram reduzir emissões, ampliar o uso de energias renováveis e sustentar a competitividade em mercados pressionados por metas climáticas.

A estratégia se ancora na maior rede de inovação industrial do país: 85 institutos, sendo 28 dedicados à pesquisa aplicada. Em pouco mais de uma década, esses institutos firmaram mais de 3.300 projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação (PD&I), atenderam mais de 1.400 empresas e mobilizaram mais de R$ 3 bilhões.

Hoje, cerca de 900 projetos estão em execução, envolvendo energias renováveis, hidrogênio sustentável, biocombustíveis, veículos híbridos e elétricos, além de tecnologias ligadas à eficiência energética e digitalização de processos.

Inovação em escala

Gustavo Leal, diretor-geral do SENAI, vê esse conjunto de iniciativas como uma engrenagem que conecta inovação e produtividade. “Conectamos pesquisa aplicada, serviços tecnológicos e formação profissional. Isso reforça a capacidade de inovação das empresas brasileiras e aumenta a competitividade em uma economia de baixo carbono”, afirma.

Segundo ele, a rede atua como um elo entre desafios ambientais e necessidades reais da indústria, evitando a dependência de soluções importadas.

O SENAI opera em alinhamento com a Confederação Nacional da Indústria (CNI) e com políticas federais voltadas à neoindustrialização. A Missão 5 da Nova Indústria Brasil (NIB), que trata de bioeconomia e transição energética, estabelece metas para ampliar a capacidade produtiva do país com tecnologias de baixo carbono.

As prioridades incluem hidrogênio verde, diesel renovável, combustível sustentável de aviação (do inglês, Sustainable Aviation Fuel – SAF), equipamentos de energia renovável e tecnologias de captura de carbono. “A NIB cria condições para aumentar a escala de projetos industriais e consolidar cadeias produtivas que dialogam com as vantagens naturais do Brasil”, diz Leal.

A rede também lidera programas voltados ao aumento de produtividade e eficiência. O Mover, política de mobilidade sustentável do MDIC, mobilizou mais de R$ 520 milhões em PD&I desde 2019, sendo muitos projetos para descarbonização da cadeia automotiva.

No Novo Brasil Mais Produtivo, o SENAI coordena consultorias em eficiência energética que já proporcionaram redução de 19,6% no consumo de energia nas linhas atendidas até 2025, com apoio de Sebrae e ABDI.

Novas competências

A transformação energética também exige novas competências profissionais. O SENAI redesenhou currículos, criou itinerários formativos e ampliou cursos em hidrogênio verde, energias renováveis, eletromobilidade, automação e gestão de emissões.

Bahia, Rio Grande do Norte, São Paulo, Minas Gerais e Santa Catarina já operam formações que respondem diretamente às demandas de indústrias que migram para processos de baixa emissão. “Buscamos profissionais capazes de integrar sistemas complexos e operar tecnologias ainda em consolidação”, diz Leal.

Outra frente envolve a redução de riscos tecnológicos. O SENAI atua em parceria com BNDES, EMBRAPII e Finep para financiar projetos emergentes, estratégia que ajuda a maturar tecnologias e reduzir incertezas em setores intensivos em capital. A experiência acumulada com recursos regulados — via ANP, CATI e EMBRAPII — ampliou a capacidade da rede de desenvolver soluções alinhadas a prioridades regulatórias e necessidades industriais.

Depois de mais de uma década estruturando projetos de pesquisa aplicada e apoiando empresas na corrida global pela descarbonização, a Rede SENAI de Inovação reúne iniciativas que mostram, na prática, como a indústria brasileira vem ganhando tração tecnológica. São projetos espalhados pelo país que traduzem a estratégia em resultados concretos, do hidrogênio verde à bioenergia e à captura de carbono.

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