Redação Exame
Publicado em 8 de janeiro de 2026 às 17h04.
Enquanto o mundo corporativo passou 2025 obcecado por inteligência artificial, alguns dos movimentos mais estratégicos e transformadores vieram de empresas fora desse radar. Bancos, farmacêuticas, companhias aéreas, moda, varejo, todas enfrentaram volatilidade, mudanças regulatórias e pressão por resultados. Mas certos CEOs conseguiram não apenas resistir, eles prosperaram.
Com base no levantamento da Fortune, em parceria com especialistas da Yale School of Management, veja as histórias de liderança que merecem atenção real, e as que vão fazer barulho em 2026.
Quando Jane Fraser assumiu o Citigroup, o banco era visto como um gigante lento, cheio de pendências regulatórias. Mas em 2025, ela colheu os frutos de uma transformação de longo prazo: todos os cinco segmentos do Citi bateram recordes trimestrais, a receita anual chegou a US$ 84 bilhões e o banco superou seus pares em valorização de ações (+67%).
Ela também foi eleita presidente do conselho do banco e ganhou o título de “Banker of the Year” pela Euromoney. Tudo isso depois de liderar com disciplina o projeto “Bora Bora”, um plano interno de reestruturação que poucos fora do mercado conheciam.
Em um ano instável para a indústria automotiva, Mary Barra, CEO da General Motors, demonstrou visão ao cortar investimentos em áreas incertas, como táxis autônomos, e focar no que a empresa já fazia bem: carros e inovação incremental. Resultado? A GM liderou as vendas nos EUA, superou previsões de lucro e teve seu melhor desempenho desde 2009, com ações em alta de 60%.
Na área da saúde, David Ricks, da Eli Lilly, levou a farmacêutica ao patamar de US$ 1 trilhão em valor de mercado. O motivo? A liderança absoluta no mercado de medicamentos para obesidade, Alzheimer e câncer, além do maior investimento da história da indústria farmacêutica nos EUA: US$ 27 bilhões em novas fábricas.
Transformar uma marca de moda em algo atemporal e financeiramente sólido não é tarefa simples. Mas Patrice Louvet, CEO da Ralph Lauren, fez exatamente isso.
Em 8 anos, dobrou o valor médio por peça vendida, atraiu novos públicos e levou a empresa a crescer 385% na bolsa, mais que o dobro do S&P 500. Ele fez isso sem modismos, apostando em consistência, estratégia e identidade forte de marca.
Recuperou fôlego na produção de aviões e atraiu um pedido de US$ 17 bilhões da Alaska Airlines. Ações em alta de 27%.
Lançou uma reestruturação ousada após anos de queda. Reduziu cargos, redesenhou processos e voltou a crescer na China e nos EUA.
Reposicionou produtos, criou parcerias estratégicas (como NikeSkims com Kim Kardashian) e focou no atacado. Vendas em alta.
Novo líder vindo da própria empresa. Começa 2026 com reestruturação e uma base de clientes leais de 100 milhões de membros no Target Circle.
Virou o jogo no streaming, alcançou 200 milhões de assinantes e lucros sustentáveis. Em 2026, a atenção se volta para sua sucessão.
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