Próximo ano deve continuar no mesmo ritmo que 2011, diz Vale

Mineradora continua otimista e expectativa é que 2012 seja excepcional como este ano

São Paulo – A Vale continua otimista para o ano de 2012. “Este ano está sendo um ano excepcional para a Vale, a expectativa é que 2012  também seja um ano muito bom”, afirmou Tito Martins, diretor executivo de finanças da Vale durante coletiva de imprensa no Vale Day.

A empresa trabalha para evitar desafios intransponíveis em 2011, segundo Martins. Além de obter licenças ambientais de alguns projetos que estavam previstos para 2011, a empresa precisa trabalhar no seu acesso a fornecedores e na disponibilidade de mão-de-obra especializada, segundo o diretor.

Minério de Ferro e Níquel

O preço do minério de ferro não deverá ficar abaixo de 120 dólares, segundo o executivo. “O cenário que vemos é de moderado a bom”, disse. A previsão para o mercado de níquel em 2012 também é positiva. “Este mercado tem mostrado boa estabilidade, apesar da recessão afetando os mercados ocidentais, ele tem se mantido com a demanda na Ásia e na China”, disse Murilo Ferreira, presidente da Vale.

Redução no valor total de investimentos

A previsão de investimentos feita para 2012 é mais realista a respeito da execução de projetos, segundo Ferreira. “O número apresentado ano passado foi extremamente desafiador, e havia incertezas que não se transformaram em certezas”, disse.

A Vale nega que o valor de investimento previsto para 2012 seja inferior ao de 2011. Ferreira atribui a aparente queda em relação ao plano de investimentos de 2011 à mudança de metodologia. “Agora só apresentaremos os projetos aprovados pelo conselho de administração e que estejam com, pelo menos, a licença prévia concedida, isso reduz o nível de incerteza”, disse o executivo.

No ano passado, a Vale havia anunciado plano de investimentos de 24 bilhões de dólares, mas, só vai conseguir cumprir aproximadamente 80% do montante planejado para o período. A Vale anunciou hoje que pretende investir 21,4 bilhões de dólares em no próximo ano.


Se a mudança de metodologia tivesse sido implantada no ano anterior, o desembolso em 2011 seria de 18 bilhões de dólares a 19 bilhões de dólares, um pouco abaixo do orçamento anunciado para 2012. “Podemos olhar o copo meio cheio ou meio vazio, se você olhar a metodologia vê aumento, se olhar os óculos do orçamento feito sem o nível de certeza pode até dizer que tem uma redução.”, disse Ferreira.

Siderurgia

Ferreira afirmou que a Vale está convencida de que está perdendo participação em mineração. Em 2005, a participação da empresa no mercado era de 70, hoje ela é de 50% e a projeção para 2014 é de 29%. “Não estamos felizes com isso e achamos que existem oportunidades a serem aproveitados no Brasil em siderurgia”, disse o CEO.

China

O ajuste na demanda de minério de ferro na China que está ocorrendo nessa crise é muito menor que o da crise de 2008, segundo José Carlos Martins, diretor executivo de ferrosos e estratégia. “É uma crise conjuntural e não estrutural na china, passado o ano novo chinês, no final de janeiro, a expectativa é que o mercado volte a dar sinais de maior força”, disse.

Martins acredita que o último trimestre desse ano e o primeiro de 2012 serão mais desafiadores na China. Apesar disso, a expectativa da Vale é continuar crescendo entre 8% e 9% na China no próximo ano. “Não temos tido problema de venda de minérios. A situação é absolutamente diferente de 2008, e muito mais tranquila”, disse o diretor.

Gestão

Ferreira comentou em linhas gerais as recentes mudanças que fez no comando da Vale. O executivo disse que tentou simplificar a estrutura que encontrou. “Muitas vezes ficava muita bola dividida, é melhor ter clareza pra chegar ao ponto final”, afirmou.

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