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Presidente da GM no Brasil é promovida e deixa o cargo

Grace Lieblein foi promovida ao cargo de vice-presidente global de compras e da cadeia de suprimentos da companhia

Grace Lieblein quer ser um exemplo para as mulheres de negócios (Arquivo da Presidência do México)

Grace Lieblein quer ser um exemplo para as mulheres de negócios (Arquivo da Presidência do México)

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Cleide Silva

19 de dezembro de 2012, 07h31

São Paulo - Um ano e meio após ter assumido o comando da General Motors do Brasil, terceira maior fabricante de veículos no País, a americana Grace Lieblein, de 52 anos, foi promovida ao cargo de vice-presidente global de compras e da cadeia de suprimentos da companhia. Em fevereiro, ela muda-se para Detroit (EUA), onde está a sede do grupo.

Formada em engenharia, Grace está na GM desde 1978 e foi a segunda mulher a assumir a presidência da filial brasileira. Ela substituiu a também americana Denise Johnson, que ficou no cargo apenas oito meses e deixou o grupo alegando razões pessoais. Atualmente, Denise dirige a Caterpillar nos EUA.

Jaime Ardila, presidente da GM América do Sul, acumulará temporariamente as atividades da presidência da montadora no País. Ele esteve à frente da filial brasileira entre 2007 e 2010 e, no episódio da saída de Denise, também foi interino por dois meses.

Em nota divulgada nesta terça-feira (18), a GM informou que Grace completou o processo de renovação de toda a linha de produtos da marca no Brasil. Em 15 meses, a empresa lançou nove modelos, dos quais sete neste ano, entre os quais o compacto Onix, o monovolume Spin e o utilitário-esportivo Trailblazer.

Nos últimos anos, quase todos os executivos que comandaram a GM do Brasil foram convocados para atuar na matriz. Dois deles, Rick Wagoner e Fritz Henderson chegaram ao topo da companhia que até 2008 foi a maior montadora do mundo por mais de sete décadas.

A GM do Brasil é a terceira maior operação do grupo, atrás dos EUA e da China. No mercado brasileiro, detém 17,7% das vendas, atrás da Fiat (23%) e da Volkswagen (21,1%). Neste ano, vendeu, até agora, 613,5 mil automóveis e comerciais leves.