PicPay troca comando e se prepara para oferecer “de tudo”

Fintech multiplicou o número de clientes na pandemia do novo coronavírus, mas enfrenta mercado competitivo com WhatsApp e nova plataforma PIX

A fintech PicPay trocou seu presidente na sexta-feira. Gueitiro Genso, que estava há um ano no cargo, passa para o conselho de administração e passa o bastão para José Antônio Batista da Costa. Fundada pelo empreendedor Diogo Roberte em Vitória, no Espírito Santo, a fintech é controlada pelo Banco Original, do mesmo grupo controlador do frigorífico JBS.

O novo presidente é neto de Zé Mineiro, patriarca da JBS. Genso foi vice-presidente do Banco do Brasil e presidente da Previ, a fundação, a caixa de previdência dos funcionários do banco.

No anúncio da troca, Anderson Chamon, fundador e Head de Tecnologia e Produtos do PicPay, disse que José Antônio assume o cargo “com um duplo desafio: sustentar o crescimento atingido na gestão do Gueitiro e ampliar ainda mais a gama de serviços oferecidos para esses novos usuários que chegaram ao universo dos pagamentos digitais no Brasil”.

Nos últimos anos o PicPay se consolidou como uma das principais carteiras digitais do Brasil. Teve crescimento exponencial na crise provocada pela pandemia do novo coronavírus, quando os pagamentos e transferências digitais explodiram.

Em maio, no auge da pandemia, chegou a 20 milhões de usuários e ampliou em seis vezes o número de novos cadastros mensais, com três milhões de novos clientes. Hoje, já são 28 milhões de usuários cadastrados.

Nas últimas semanas, porém, viu a competição disparar com o anúncio da chegada do sistema de pagamentos e transferência pelo WhatsApp e com a antecipação para outubro do PIX, o sistema integrado de transferência e pagamentos digitais do Banco Central. Ao menos mil financeiras devem participar deste novo momento de intensa disputa no mercado financeiro brasileiro — de grandes bancos a varejistas.

Para o PicPay, a transformação do mercado era mais do que prevista. Mas foi antecipada pela pandemia, o que também forçou a companhia a agilizar sua transformação. Em uma live da Exame há dez dias, Gueitiro Genso afirmou que a companhia seguirá o modelo de parcerias, buscando se aliar a bancos e varejistas para oferecer o melhor e mais conveniente serviço a seus clientes.

Com isso, competiria não só com carteiras digitais, mas também com fintechs mais diversificadas, como o Nubank. A companhia já oferecia aos clientes rentabilidade semelhante à do CDI com uma prateleira de fundos e produtos financeiros. Agora, está selecionando parceiros, como gestoras e corretoras, para ampliar ainda mais a oferta de serviços.

“Era um movimento previsto desde o início. O Gueitiro veio para liderar um processo de crescimento e estabelecimento de bases maduras de gestão”, disse um executivo à Exame. “A ideia é levar ao longo do tempo todas as soluções financeiras que as pessoas e as empresas precisem”.

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