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Petrobras tem lucro de 31 bilhões e atinge meta de redução de dívida

Boa receita garantiu que a empresa reduzisse sua dívida bruta para 59,5 bilhões de dólares
Plataforma de petróleo: apesar de bons números de receita, caixa e redução de dívida, o lucro líquido de 31,1 bilhões é menor do que no trimestre passado em 27,3% menor (André Motta de Souza/Agência Petrobras/Divulgação)
Plataforma de petróleo: apesar de bons números de receita, caixa e redução de dívida, o lucro líquido de 31,1 bilhões é menor do que no trimestre passado em 27,3% menor (André Motta de Souza/Agência Petrobras/Divulgação)
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Victor Sena

Publicado em 28/10/2021 às 19:08.

Última atualização em 28/10/2021 às 19:41.

Com a alta do petróleo neste terceiro trimestre, a Petrobras conseguiu um lucro líquido de 31,1 bilhões de reais neste terceiro trimestre, um Ebitda recorrente de 63,8 bilhões de reais e um fluxo de caixa livre de 47,2 bilhões de reais.

Além disso, a receita da petroleira foi de 121,5 bilhões de reais. Esse valor é 9,8% acima do trimestre anterior e 71,9% superior ao mesmo período do ano passado.

A boa receita também garantiu que a empresa reduzisse sua dívida bruta para 59,5 bilhões de dólares. O valor conseguiu ultrapassar a barreira de 60 bilhões 15 meses antes do previsto. Na publicação dos resultados, o presidente da empresa Joaquiam Silva e Luna comemorou os números:

“É com muita honra que me dirijo a vocês para compartilhar os resultados alcançados. Atingimos nossa meta de endividamento muito antes do planejado e estamos dividindo parte das riquezas geradas com a sociedade e nossos acionistas através de impostos, dividendos, criação de empregos e investimentos. Ainda almejamos muito mais para a nossa Petrobras e, portanto, seguiremos trabalhando com afinco e racionalidade, investindo responsavelmente nos ativos mais rentáveis para gerar assim cada vez mais prosperidade”.

Com essa redução de endividamento — que havia subido no começo dos anos 2010 devido principalmente a casos de corrupção da Operação Lava-Jato — a empresa também conseguiu reduzir sua alavancagem (que é a relação entre a dívida líquida e o Ebitda ajustado) de 1,49 para 1,33 vez. 

Apesar de bons números de receita, caixa e redução de dívida, o lucro líquido de 31,1 bilhões é menor do que no trimestre passado em 27,3% menor. Segundo a empresa, isso aconteceu principalmente devido ao efeito da variação cambial sobre a dívida, devido aos efeitos não recorrentes relativos a plano de saúde, ICMS e à ausência de ganhos com reversão de impairment sobre investimento pela venda da BR Distribuidora — atual Vibra Energia.

A alta dos combustíveis por que o país passa também ajudou a empresa. A alta da receita de vendas com derivados no mercado interno foi 18,1% superior ao segundo trimestre, com destaque para as vendas de diesel, gasolina e QAV.

Com o resultado considerado positivo, a empresa decidiu mais uma vez antecipar o pagamento de dividendos.