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Passaporte da vacinação pode criar 2 classes no mundo dos negócios

Companhias aéreas devem apresentar um aplicativo que pode servir como atestado para embarque em voos de quem tiver sido vacinado contra a covid-19

Início de vacinação abre caminho para o desenvolvimento de apps que sirvam como atestado de quem está imune, uma informação valiosa antes do embarque em aeroportos (Germano Lüders/Exame)

Início de vacinação abre caminho para o desenvolvimento de apps que sirvam como atestado de quem está imune, uma informação valiosa antes do embarque em aeroportos (Germano Lüders/Exame)

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Da Redação

Publicado em 13 de dezembro de 2020 às 15h53.

Última atualização em 13 de dezembro de 2020 às 15h54.

O início da vacinação em massa contra o novo coronavírus traz junto um novo ramo de negócios a ser explorado: a dos aplicativos que vão servir como atestado de comprovação de quem já foi vacinado. É o que conta o The New York Times neste domingo, 13.

Quer saber como a vacinação vai impactar os seus investimentos? Veja nos relatórios da EXAME Research

Por um lado, o passaporte da vacinação -- como está sendo chamado -- deve ajudar na retomada de algumas atividades que exigem maior assertividade quanto à segurança de seus usuários. É o caso da indústria do transporte aéreo, na medida em que a liberação de passageiros pode ser condicionada ao "carimbo verde" de quem foi vacinado.

Algumas das maiores companhias aéreas do mundo, como as americanas United e JetBlue, a alemã Lufthansa, a inglesa Virgin e a suíça Swiss pretendem utilizar um aplicativo que funcionará como um passaporte da vacinação, contendo tanto resultados de testes para o novo coronavírus como de vacinação para a imunização contra a doença.

Esse passaporte estaria integrado com o app CommonPass para criar uma espécie de rede global de informações de saúde em conjunto com aeroportos, outras companhias aéreas e até governos nacionais. O CommonPass é uma iniciativa que conta com o envolvimento do Fórum Econômico Mundial.

Teatros, cinemas e casas de shows, escolas e universidades e até empregadores poderiam em tese passar a exigir tal passaporte -- com o devido atestado de vacinação contra a covid-19 -- para liberar a admissão, em nome da prevenção dos demais usuários na pandemia, em caráter excepcional.

A eventual segregação -- que ainda não passa de conjectura --, por outro lado, poderia ser questionada na Justiça, uma vez que não existe hoje jurisprudência para barrar a entrada de pessoas em locais privados ou em meios de transporte com base na ausência de tais atestados.

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