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Parlamentares britânicos preocupam-se com contrato da Huawei

Para parlamentares, companhia chinesa não deveria ter sido autorizada a se infiltrar na crítica infraestrutura de rede sem o conhecimento e análise de ministros


	Chinesa Huawei: empresa tem um contrato multibilionário para fornecer equipamentos para a BT Group, maior operadora de telecomunicações da Grã-Bretanha
 (Bobby Yip/Reuters)

Chinesa Huawei: empresa tem um contrato multibilionário para fornecer equipamentos para a BT Group, maior operadora de telecomunicações da Grã-Bretanha (Bobby Yip/Reuters)

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Da Redação

Publicado em 6 de junho de 2013 às 13h42.

Londres - A chinesa Huawei Technologies não deveria ter sido autorizada a se infiltrar na crítica infraestrutura de rede da Grã-Bretanha, sem o conhecimento e análise de ministros, afirmaram parlamentares na quinta-feira.

A empresa chinesa tem um contrato multibilionário para fornecer equipamentos para a BT Group, maior operadora de telecomunicações da Grã-Bretanha, que remonta a 2005.

Ela também fornece para a O2 (parte da espanhola Telefónica), EE (de propriedade da France Telecom e Deutsche Telekom) e TalkTalk.

A BT disse a autoridades do governo sobre o interesse da Huawei no contrato de dois anos antes de ele ser concedido, mas as autoridades não informaram os ministros até 2006, uma decisão que "chocou" os legisladores, afirmou um relatório da inteligência parlamentar e do comitê de segurança.

"Uma decisão tão delicada, com implicações potencialmente prejudiciais, deveria ter sido colocada nas mãos de ministros", disse o comitê.

"A falha... em consultar ministros parece indicar uma complacência que foi extraordinária, dada a gravidade do problema", acrescentou, descrevendo o lapso como "inaceitável".

Ele disse que a falta de transparência em torno dos procedimentos, responsabilidades e poderes em matéria de concessão de contratos significava que questões de segurança nacional corriam o risco de não serem vistas.

O relatório é divulgado em meio a crescentes preocupações em ambos os lados do Atlântico sobre a potencial ameaça de segurança decorrente do acesso da Huawei à infraestrutura de comunicação.

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