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OGX mantém data, mas não anuncia confirmação de primeiro óleo

A empresa de Eike Batista não confirmou que o primeiro teste de petróleo tenha acontecido ainda

Eike Batista (Wikimedia Commons)

Eike Batista (Wikimedia Commons)

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Da Redação

Publicado em 28 de janeiro de 2012 às 16h05.

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São Paulo – A OGX, empresa de óleo e gás natural do grupo EBX, comandada por Eike Batista, não divulgou nenhum comunicado confirmando se o primeiro teste de retirada de petróleo aconteceu mesmo hoje como estava programado.

A reportagem de EXAME.com tentou entrar em contato com a assessoria de imprensa da empresa para confirmar o primeiro óleo da plataforma FPSO OSX-1, no campo de Waimea, na Bacia de Campos, no Rio de Janeiro, mas não obteve retorno.

Um comunicado enviado ao mercado no dia 5 adiava a retirada do primeiro óleo do dia 23 para este sábado, dia 28. Antes disso, Eike Batista já havia adiado pelo menos outras três vezes este momento. A primeira previsão era entre setembro e outubro. O clima no litoral do Rio de Janeiro teria atrapalhado as últimas tentativas.

Incomodado com as críticas à sua empresa, Eike disse a seus seguidores no Twitter, na segunda-feira, dia 23, que os que duvidavam da exploração iriam "beber petróleo quente".

A extração, bastante aguardada pelo mercado, viria de um teste de longa duração (TLD). A fase de produção só começa depois da aprovação da declaração de comercialidade e do plano de desenvolvimento pela Agência Nacional do Petróleo (ANP). Em entrevista a EXAME.com, o diretor-geral da OGX Paulo Mendonça disse que o óleo gerará caixa para a empresa.

Desde a descoberta em 2009 até hoje, a exploração aconteceria em tempo recorde. Mesmo antes de iniciar a produção, a companhia já fechou um contrato com a Shell para fornecimento de um volume de 1,2 milhão de barris de petróleo.

A empresa pretende produzir entre 10 mil e 20 mil barris por dia e calcula capacidade de armazenar até 900 mil barris. A OGX também não havia enviado nenhum comunicado à CVM até o momento.

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