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O Vudu do Walmart está dando certo, mas até quando?

Site de venda de filmes já é o terceiro maior dos Estados Unidos, um ano após ser comprado pelo Walmart

São Paulo – O Walmart, maior varejista do planeta, nunca foi um sucesso no mundo virtual. O “Walmart do e-commerce” é, há muitos anos, a Amazon, cuja audiência é quase sete vezes maior que a da empresa de Bentonville. Mas, pelo menos em um nicho, o Walmart está chamando atenção: o de download de filmes.

Nos Estados Unidos, em apenas um ano, o Walmart elevou sua fatia nesse mercado de mero 1% para 5,3%, de acordo com a IHS, uma consultoria especializada em mídias digitais. O salto o colocou na terceira posição no ranking de download de filmes. E, nesse negócio, a varejista é maior que a Amazon, que ocupa a quinta posição, com 4,2% de participação.

É claro que o Walmart ainda está bem longe dos líderes desse mercado. A Apple iTunes, por exemplo, detém 65,8% desse mercado. Já o Zune, da Microsoft, segue com 16,2%. O IHS não inclui o Netflix na amostra, por considerá-lo uma locadora de filmes online, e não um varejista que oferece download permanente.

O feitiço do Walmart

A disparada do Walmart nesse nicho não é uma questão de mágica, e sim de Vudu – mais especificamente, o site de downloads de filme comprado há um ano por 100 milhões de dólares.

Esta foi a plataforma que permitiu ao Walmart avançar no mercado americano de downloads, que movimentou 385 milhões de dólares no ano passado. Antes mesmo de ser vendida para a família Walton, o Vudu já gozava de um grande prestígio entre os cinéfilos, sobretudo pela qualidade de seus filmes em alta definição.

Sob o comando do Walmart, contudo, o Vudu aprofundou uma série de ações que o fizeram deslanchar. Uma delas foi investir em versões compatíveis com diversos aparelhos de TV, DVD, Blu-ray e videogames. Enquanto os filmes da Apple iTunes, por exemplo, só rodam nos aparelhos de sua marca, os downloads do Vudu são compatíveis com cerca de 300 modelos de eletrônicos.

Outra vantagem do Vudu é a força do Walmart nas vendas físicas de DVDs. A varejista fatura cerca de 3,5 bilhões de dólares por ano com esse negócio. Isso aumenta seu poder de barganha junto às distribuidoras - e Hollywood acaba concedendo condições vantajosas também para seu negócio online, o que faz com que o Vudu ofereça preços atraentes para o download de cópias digitais.


Bola de cristal

Esta é a parte boa da história, mas há três dúvidas na cabeça dos analistas. A primeira é: tudo bem que o IHS não inclua o Netflix no ranking, mas a locadora virtual existe e é tão importante que já fez estragos no mundo real – levando, por exemplo, a outrora poderosa Blockbuster à bancarrota.

A diretoria do Vudu limita-se a afirmar que seus clientes recorrem ao Netflix apenas para “filmes antigos”. Os lançamentos, segundo os executivos, são adquiridos via Vudu.

Outro ponto é que, com todo o suor, o Vudu é hoje o maior dos pequenos sites de download. Sua disposição de enfrentar a Apple iTunes, por exemplo, foi comparada pela americana Forbes à bíblica luta de Davi contra Golias. A revista aventa a possibilidade de que, um dia, os próprios produtos da Apple ofereçam o Vudu, assim como já fazem com o Hulu e o Netflix.

Por último, os especialista não sabem como sucesso do Vudu pode beneficiar o negócio principal do Walmart – se é que poderá ajudá-lo de algum modo. Por ora, o feitiço do Walmart no mercado de filmes digitais está dando certo. Se ele vai se voltar contra a varejista ou, simplesmente, perder a força, é algo que nem os adivinhos de Wall Street têm claro.

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