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O caso Parmalat e as auditorias

O inferno das empresas de auditoria começou há quase dois anos. O estopim foi o escândalo da Enron. A Arthur Andersen, firma de auditoria responsável pelos números da Enron (e da Worldcom, que meses depois iria para o ralo deixando um rombo de 4 bilhões de dólares) não resistiu às suspeitas e sucumbiu. A crise […]

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Da Redação

Publicado em 14 de outubro de 2010 às 13h16.

O inferno das empresas de auditoria começou há quase dois anos. O estopim foi o escândalo da Enron. A Arthur Andersen, firma de auditoria responsável pelos números da Enron (e da Worldcom, que meses depois iria para o ralo deixando um rombo de 4 bilhões de dólares) não resistiu às suspeitas e sucumbiu. A crise da Parmalat agora coloca dois outros nomes na berlinda: a Deloitte, uma das chamadas Big Four, e a Grant Thornton.

Os dois principais executivos da subsidiária italiana da Grant Thornton foram presos no início de janeiro. Para tentar proteger sua reputação, a matriz desligou o escritório italiano da empresa. Segundo o principal executivo da Grant Thornton International, a empresa teria perdido a confiança, em sua representante.

No Brasil, a Grant Thornton é associada à Trevisan, empresa que atua nas áreas de auditoria e consultoria. Entre 1997 e 1998, a operação brasileira da Parmalat foi auditada pela Grant Thornton. No ano seguinte, o trabalho foi passado para a Deloitte. Atualmente, a Grant Thornton audita apenas uma empresa aberta no Brasil, a conturbada Bombril.

Também fazem parte de sua lista de clientes quase 70 empresas fechadas que atuam no país. Entre elas, nomes como Bobs e Platipac. Não pensamos em mudar de empresa de auditoria, afirma Guilhermo Pisano, membro do conselho de administração do Bobs. Tampouco a Trevisan pretende pôr fim à parceria. Nossa relação com a Grant Thornton não vai mudar, diz Eduardo Pocetti, vice-presidente da Trevisan.

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